Receita Federal considera suspeita movimentação de R$ 17 milhões do senador Ciro Nogueira

Deputada Iracema Portella (PP-PI); senador licenciado Ciro Nogueira (PP-PI), senadora empossada Eliane Nogueira (PP-PI), e Maria Eduarda Portella Nogueira, neta da senadora empossada nesta quarta-feira (28/07/2021).
Deputada Iracema Portella (PP-PI); senador licenciado Ciro Nogueira (PP-PI), senadora empossada Eliane Nogueira (PP-PI), e Maria Eduarda Portella Nogueira, neta da senadora empossada nesta quarta-feira (28/07/2021).

A Receita Federal está cobrando uma dívida de R$ 17 milhões do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para ser o novo ministro da Casa Civil.

De acordo com O Globo, os autos de infração que apontam os débitos foram lavrados nos anos de 2017 e 2018. Entre eles tem um por suposto pagamento de propina de R$ 6,4 milhões pelas empresas JBS e UTC, que está sendo investigado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para os auditores fiscais, houve omissão dos conhecimentos e, por isso, deve ser feito o recolhimento dos impostos correspondentes aos cofres públicos. A reportagem cita ainda um caso de transações financeiras envolvendo empresas do senador que não teriam sido devidamente declaradas.

As transações indicariam que houve sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Foram encontrados, por exemplo, 20 depósitos em dinheiro vivo na conta do senador em 2014, totalizando cerca de R $ 60 mil. O relatório divulgado pelo jornal do Rio mostra que a Receita pediu esclarecimentos ao senador sobre a origem dos recursos, mas não seria conhecida.

Notas fiscais de compras e serviços pagos pelo senador também foram avaliadas pela Receita, que percebeu um pagamento recorrente em dinheiro vivo. Um deles foi o depósito para uma empresa de automóveis.

Além disso, as compras de imóveis feitas pelas empresas de Nogueira também foram analisadas e os auditores destacaram que uma escritura registrava o valor de R$ 1 milhão na compra de um imóvel, mas os auditores constataram que o valor real pago teria sido de R $ 2,2 milhões.

Senador Ciro Nogueira deu cargos a modelos como ‘Furacão da CPI’; Veja lista

Gabinete ou passarela? Muitas vezes a dúvida acomete aliados e também opositores do senador Ciro Nogueira (PP/PI), agora ministro da Casa Civil. É que o agora homem forte do governo Bolsonaro (e costureiro do Centrão na corrida pela reeleição) não é apenas um bom articulador, mas também tem bom gosto ao escolher suas assessoras parlamentares. Uma delas, pelo menos, se tornou notória.

Denise Rocha ficou conhecida como o Furacão da CPI, em 2012, ano em que acontecia a CPI de Carlos Cachoeira em Brasília, acusado de montar um esquema de jogo ilegal em Goiás.

Na época, Denise prestava serviços ao gabinete de Ciro e teve um vídeo íntimo seu vazado, o que se tornou mais importante até que as investigações no caso do rei dos caça-níqueis. foi exonerada pelo próprio chefe, que disse não querer uma celebridade em sua equipe, apesar de ter elogiado o trabalho da loira.

Esta, porém, não foi a última vez em que Ciro empregou uma beldade. Em 2019, ele contratou Loysa Vasconcelos, a Miss Beleza Piauí 2018. A moça, na época estudante de Arquitetura ganhou o cargo comissionado de Auxiliar parlamentar Sênior, lotada no Gabinete do PP, Partido Progressista, do qual é o fundador.

Logo começou um tititi que apontava Loysa como affair do senador, logo depois que ele e Iracema Portela, sua mulher por 25 anos, se separaram. Mas Ciro namorou por pouco tempo outra modelo, Flavia Roberta Rosalen, com quem até posou para uma foto, apagada minutos depois. No fim das contas, Ciro e Iracema retomaram o casamento em questão de meses.

Hoje, a modelo no gabinete do senador é Ranyelle Veloso, conterrânea de Ciro. Além de figurar como Ajudante Parlamentar Júnior, ela é repórter de uma emissora de TV e de um jornal no Pará. Pelo cargo comissionado, ela recebe em torno de R$ 2 mil mais gratificações. E também está no casting de uma agência de modelos em Brasília. Agora, resta saber quem o novo ministro de Bolsonaro vai contratar para ajudá-lo no Executivo.

*Com informações da IstoÉ Dinheiro, e jornais O Globo e Extra.

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