Principais reservatórios de água da Bahia mantêm níveis satisfatórios, diz SIHS

Vista da Barragem do Rio Colônia, em Itapé.
Vista da Barragem do Rio Colônia, em Itapé.

A situação atual dos principais reservatórios de água do Estado da Bahia encontra-se confortável para esta época do ano, tanto em relação ao abastecimento humano quanto aos outros usos (agricultura, indústria, serviços e geração de energia). Nesta terça-feira (13/07/2021), os principais reservatórios do Estado estão operando com volume útil em condições favoráveis para alimentar os mais diversos sistemas de abastecimento de água operados pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (EMBASA) e pela Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB), empresas vinculadas à Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS).

“O quadro atual do conjunto de reservatórios considerados estratégicos na Bahia é de relativa segurança hídrica, por isso não vemos a necessidade de se adotar medidas adicionais até a chegada do próximo período de recarga, previsto para o mês de novembro, pois nesse intervalo está descartada, a princípio, uma crise hídrica em nosso Estado, mas é importante ressaltar que a população continue economizando e usando a água de modo sustentável “destacou Leonardo Góes, Titular da SIHS.

A Barragem de Sobradinho, maior reservatório do Estado, com uma capacidade total de armazenamento de 34,11 bilhões de m³ de água, em julho de 2019 estava com 45% do seu volume total, em julho de 2020 operava com 90% e hoje se encontra com 63%, devendo chegar ao final de novembro com 40% do seu volume máximo, segundo meta estabelecida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico – ANA. Dessa forma poderemos atravessar bem o restante do ano, sem restrições nos usos que dependem desse reservatório, dentre eles o abastecimento humano e a agricultura irrigada, que é a principal atividade econômica ao longo desta bacia que abriga quase 50% do território baiano.

A Barragem de Pedra do Cavalo, responsável pelo abastecimento de água da Região Metropolitana de Salvador e mais a região de Feira de Santana, encontra-se hoje com 67,38% de sua capacidade, proporcionando segurança hídrica para cerca de 4 milhões de habitantes. Outras três barragens que abastecem Salvador e região também estão com volumes altos: Joanes I (114,32%), Joanes II (92,64%) e Santa Helena (98,01%).

A Barragem de Apertado apresentou uma boa recuperação no biênio 2020 / 2021, depois de ter atingido o volume morto no final de 2019, quando chegou a menos de 3% do seu volume total, estando hoje com 52,23%, com mais de 56 milhões de metros cúbicos de água. A recuperação de Apertado é importante para dar suporte à atividade agrícola irrigada do Alto Paraguaçu, garantindo a manutenção de milhares de empregos na região.

Outro importante reservatório, a Barragem do Rio Colônia, em Itapé, construída pelo Governo do Estado e inaugurada em 2018 se encontra hoje com 83,70% do seu volume total, ou seja, 52,45 milhões de m³ de água. O equipamento, gerenciado pela CERB, tem capacidade para armazenar até 62,67 milhões de metros cúbicos de água, garantindo, assim, o abastecimento de água para cerca de 300 mil pessoas em Itabuna, Itapé e Itaju do Colônia.

Na região do Piemonte Norte do Itapicuru, a Barragem de Pindobaçu está vertendo, com um volume de armazenamento total de 16,88 milhões de metros cúbicos. Esse reservatório alimenta o sistema de abastecimento de água local de Pindobaçu, Saúde e Caém, além de reforçar o sistema de Jacobina. Na mesma região, a Barragem de Ponto Novo está com 92,36% e Pedras Altas, com 51,27%, não havendo maiores preocupações a médio prazo.

Outras barragens estratégicas localizadas no Estado da Bahia também se encontram com bons níveis:

  • Na bacia do rio de Contas: Champrão (64%), Cristalândia (98%), Luís Vieira (74%), Da Pedra (61%).
  • Na Bacia do São Francisco, além de Sobradinho, já mencionada, temos: Itaparica (60%), Ceraíma (68%) e Zabumbão (67%).
Sobre Carlos Augusto 9717 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).