PF indicia Renan Calheiros; Senador diz que é retaliação ao trabalho na CPI da Pandemia

Renan Calheiros (MDB-AL) é indiciado pela PF sobre suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Relator da CPI da Pandemia, senador sugere que iniciativa do Governo Bolsonaro é uma tentativa de intimidá-lo e cita entendimento do STF que veda medida policial.
Renan Calheiros (MDB-AL) é indiciado pela PF sobre suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Relator da CPI da Pandemia, senador sugere que iniciativa do Governo Bolsonaro é uma tentativa de intimidá-lo e cita entendimento do STF que veda medida policial.

A Polícia Federal decidiu indiciar, sob suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O parlamentar, que é relator da CPI da Pandemia, diz que a medida é uma retaliação.

O relatório foi enviado ao Supremo Tribunal Federal na sexta-feira (02/07/2021). Segundo o texto, Renan teria recebido 1 milhão de reais em propina, em 2012, do Grupo Odebrecht. O dinheiro, de acordo com a PF, teria sido em troca de apoio político no Senado para a aprovação de um um projeto de lei que beneficiou a empresa.

O indiciamento chega no momento em que Calheiros se tornou uma das maiores vozes de oposição ao governo Jair Bolsonaro, na condição de relator da CPI. A comissão tem levantado suspeitas de corrupção na compra de vacinas e documentado uma série de falhas de gestão no combate à pandemia.

Calheiros nega ter recebido pagamentos e vê retaliação por sua atuação contra o governo na CPI. A defesa diz que “jamais foi encontrado qualquer indício de ilicitude” sobre o senador.

Em comunicado, Calheiros afirmou que a PF não tem competência para indiciá-lo e que o tema é da alçada do Supremo. A investigação, segundo ele, está aberta desde março de 2017 e, “como não encontraram prova alguma, pediram prorrogação”.

“Não irei me intimidar”

O relatório será encaminhado pelo STF à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá sobre apresentar uma denúncia contra Calheiros.

A PF apontou a existência de “indícios suficientes de autoria e materialidade” contra o senador. Ela diz que a propina teria sido paga em 2012, quando Calheiros era presidente do Senado, em dinheiro vivo, para o motorista de um suposto operador do senador. O motorista foi ouvido pela PF e disse “não se recordar” de ter recebido mala ou dinheiro.

Calheiros disse que lhe causou surpresa o indiciamento após ele ter citado a Polícia Federal na CPI da Pandemia: “Não irei me intimidar. Os culpados pelas mortes, pelo atraso das vacinas, pela cloroquina e pela propina irão pagar”, disse Renan, em comunicado à imprensa.

*Com informações do DW.

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