Manifestantes voltam às ruas para pedir impeachment do extremista Jair Bolsonaro

#3J São Paulo: Manifestação contra governo Bolsonaro na Avenida Paulista. Protestos foram antecipados por movimentos opositores para tentar aproveitar o momento de fragilidade do governo, abalado por escândalo. Atos ocorrem no Brasil e no exterior.
#3J São Paulo: Manifestação contra governo Bolsonaro na Avenida Paulista. Protestos foram antecipados por movimentos opositores para tentar aproveitar o momento de fragilidade do governo, abalado por escândalo. Atos ocorrem no Brasil e no exterior.

Movimentos de oposição ao presidente Jair Bolsonaro voltaram às ruas das principais cidades do país neste sábado (03/07/2021), pelo terceiro mês consecutivo, em protestos antecipados que tentam aproveitar o momento de fragilidade do governo.

Duas semanas após o último protesto, movimentos sociais, organizações civis e partidos convocaram as manifestações em defesa da vacina, auxílio emergencial de R$ 600 enquanto durar a pandemia e o  impeachment do presidente.

Houve manifestações em 26 capitais. Os protestos começaram pela manhã. No Recife, os manifestantes se movimentaram em fila para respeitar o distanciamento social. No Rio de Janeiro, os manifestantes entoaram “Fora, Bolsonaro”, “genocida” e outros gritos de ordem. No protesto carioca, houve também referências a Lula e bandeiras símbolos da população LGBTQIA+.

Paulista: corrupção na mira dos manifestantes

O protesto na Avenida Paulista, que nos últimos anos virou termômetro de manifestações populares no país, ocorreu pela tarde. Os manifestantes se espalharam por nove quarteirões. Pela primeira vez na atual série de protestos, houve a participação de militantes do PSDB.

As manifestações são organizadas majoritariamente por forças de centro-esquerda e esquerda, mas ganharam o apoio de parte dos tucanos. O diretório do PSDB na cidade de São Paulo decidiu convocar também seus filiados.

Os protestos também contaram com a adesão de grupos e partidos de centro e direita, como os movimentos Agora!, Livres e Somos 70% e as legendas PSL, PV e Avante, além do PSDB.

O tema corrupção se viu mais presente na Paulista, com muitos cartazes fazendo referência ao escândalo das vacinas. As cores verde e amarelo puderam ser mais vistas entre os manifestantes, ainda que o vermelho ainda pareça continuar predominante.

Ocorreram manifestações também em capitais europeias, como Berlime Londres.

Oposição tenta aproveitar reveses do governo

A nova rodada protestos estava agendada  para o dia 24 de julho, mas foi adiantada  devido ao estouro de escândalos de corrupção na compra da  vacina indiana Covaxin, que envolve Bolsonaro e o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), e à acusação de pedido de propina por um então diretor do Ministério da Saúde em uma  oferta suspeita de venda de doses  da AstraZeneca.

As manifestações são organizadas majoritariamente por forças de centro-esquerda e esquerda, mas ganharam o apoio de parte dos tucanos. O diretório do PSDB na cidade de São Paulo decidiu convocar também seus filiados.

O objetivo da oposição é aproveitar a recente onda de revezes para o governo e a capacidade de a CPI da Pandemia impor uma agenda negativa ao presidente para ampliar o desgaste a Bolsonaro.

A previsão do fórum que agrupa as entidades à frente dos protestos era de mais de 360 atos em 315 cidades no Brasil, incluindo todas as capitais, e mais de 30 cidades no exterior.

Na última jornada de protestos, em 19 de junho, haviam sido mais de 400 atos no Brasil e no exterior.

*Com informações do DW.

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