FMI menciona medidas do Brasil em previsão de alta de 6% no PIB global

Economias com diferentes níveis de desenvolvimento divergem em políticas.
Nações desenvolvidas se distinguem por desempenho considerável diante da pandemia. Autoridades brasileiras ajustam controle na quantidade de moeda em circulação. Panorama Econômico Mundial alerta sobre dificuldades em nações pobres “que podem causar agitação social e tensões geopolíticas”.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, manteve sua previsão de crescimento global de 6% para 2021 no Panorama Econômico Mundial atualizado.

A economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, disse que para 2022 a previsão é que o crescimento tenha uma alta de 4,9%. Ela falava a jornalistas esta terça-feira no lançamento do documento, em Washington.

Mercados emergentes

O PIB global do próximo ano aumentará meio ponto percentual, comparado à previsão feita em abril. Nesse desempenho, destaca-se a vantagem na melhora de países ricos, que será modesta em mercados emergentes e em desenvolvimento.

O Panorama Econômico Mundial atribui as diferenças à evolução na forma como se lida com as infecções por Covid-19, com destaque para o avanço da variante Delta. Em economias ricas foram já vacinados 40% da população, nas emergentes a percentagem é de 11% e nas nações menos avançadas é uma “ínfima proporção”.

No geral, as diferentes economias têm uma divergência em políticas que em grande parte está associada ao melhor acesso às vacinas contra o coronavírus e ao apoio fiscal contínuo nas economias avançadas.

Gita Gopinath disse que muitas medidas das economias emergentes cessaram no ano passado, e se esperam novos anúncios associados aos impostos.

Taxa

A especialista destacou alguns mercados emergentes, como Brasil, Hungria, México, Rússia e Turquia. Esses países também começaram a aumentar suas taxas de política monetária para limitar as pressões com aumentos de preços.

O risco para os países mais pobres é que entrem em maior recessão devido aos obstáculos na vacinação. Além disso, os governos destas nações não podem gerar gastos comparáveis aos de países ricos para impulsionar a recuperação econômica.

Para o FMI, “mais precisa ser feito para fornecer vacinas para as nações mais pobres”. O argumento é que “a recuperação não está garantida até que a pandemia seja combatida globalmente.”

O pedido feito às nações ricas é que cumpram rapidamente suas promessas de fornecer 1 bilhão de doses para as nações em desenvolvimento.

Variantes

O surgimento de novas variantes coloca o risco de fazer cair a recuperação e de forma acumulada levar à perda de US$ 4,5 trilhões do PIB global até 2025.

Em termos gerais, o FMI espera que neste ano, as economias avançadas cresçam 5,6%, um aumento em relação aos 5,1% previstos em abril. O desempenho seria impulsionado pela rápida recuperação de consumidores e empresas.

Para os mercados emergentes e países em desenvolvimento ficaria em 6,3% em relação à previsão anterior, de 6,7%.

A instituição recomenda políticas combinadas e bem dirigidas, ao ressaltar que estas “podem fazer a diferença entre um futuro em que todas as economias experimentarão recuperações duráveis ou que a divergência se intensifique”.

Nesse cenário, os “pobres ficarão mais pobres e a agitação social e as tensões geopolíticas poderiam aumentar”.

*Com informações da ONU News.

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