Em junho de 2021, inflação da Região Metropolitana de Salvador fica em 0,86%, a segunda mais alta do país

Dados do IBGE sobre inflação na RMS referente ao mês de junho de 2021.
Dados do IBGE sobre inflação na RMS referente ao mês de junho de 2021.

Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, calculado pelo IBGE, ficou em 0,86% na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Houve desaceleração em relação à taxa de maio (1,12%), mas foi a maior inflação para um mês de junho na RMS desde 2015, quando o índice havia ficado em 1,03%, e igual à registrada em junho de 2018.

O índice da RM Salvador foi ainda o segundo mais alto dentre as 16 áreas investigadas separadamente pelo IBGE, abaixo apenas da Região Metropolitana de Recife/PE (0,92%) e acima do verificado no país como um todo (0,53%).

Com o resultado do mês, o IPCA na RM Salvador tem alta de 4,13% no acumulado no primeiro semestre de 2021. Está acima do índice nacional (3,77%) e chega bem próximo ao acumulado em todo o ano passado – de janeiro a dezembro de 2020, o IPCA da RMS havia aumentado 4,31%.

Nos 12 meses encerrados em junho, a inflação na RM Salvador fica em 7,84%. Seguiu acelerando em relação aos 7,65% registrados nos 12 meses encerrados em maio, embora ainda se mantenha abaixo do acumulado no país como um todo (8,35%).

O quadro a seguir mostra o IPCA para Brasil e áreas pesquisadas, no mês, acumulados no ano e nos 12 meses encerrados em junho de 2021.

Gasolina (2,22%), energia (2,49%) e gás de botijão (2,41%) puxam inflação de junho para cima na RMS

Dentre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, oito apresentaram altas em maio, na Região Metropolitana de Salvador. Apenas comunicação (-0,09%) teve variação negativa média dos preços.

Com o maior aumento, o grupo transportes (1,46%) também exerceu a principal pressão inflacionária no mês, puxado pelo aumento dos combustíveis (2,14%). A gasolina (2,22%) seguiu em alta pelo segundo mês consecutivo e foi novamente o item que individualmente mais contribuiu para o aumento do custo de vida em geral, na RMS, em junho.

Na RM Salvador, a gasolina tem aumentos seguidos praticamente desde novembro de 2020, com exceção de uma deflação em abril. Acumula alta de 31,90% no primeiro semestre deste ano e sobe 41,57% nos 12 meses encerrados em junho. A alta no mês (2,22%) foi a segunda mais elevada do país, abaixo apenas da verificada na RM Recife (4,92%). No Brasil como um todo, a gasolina aumentou 0,69%.

O segundo maior aumento em junho, na RM Salvador, veio do grupo habitação (1,36%), também puxado mais uma vez pela energia elétrica (2,49%), mas com influência relevante também do gás de botijão (2,41%).

A energia teve a terceira alta seguida e, apesar de ter desacelerado frente ao aumento de maio (que havia sido de 10,54%), foi a segunda principal pressão inflacionária individual da RMS em junho. Acumula aumento de 3,78% no primeiro semestre de 2021 e de 19,15% nos 12 meses encerrados em junho.

Já o gás de botijão teve o segundo aumento consecutivo na RMS, acumulando alta de 16,33% no primeiro semestre e de 27,88% nos 12 meses encerrados em junho.

Os preços dos alimentos também voltaram a acelerar em junho, na RM Salvador, com alta de 1,02%, frente a 0,32% em maio, e foram a terceira principal pressão inflacionária no mês.

Carnes em geral (1,90%), aves e ovos (3,11%) e panificados (1,84%) foram os subgrupos de produtos consumidos em casa que mais puxaram o aumento dos alimentos em junho.

Por outro lado, 4 dos 5 itens com queda média de preços que mais contribuíram para segurar a inflação de junho na RM Salvador foram alimentos: cebola (-13,97%), banana-prata (-4,11%), arroz (-1,71%) e batata-inglesa (-5,89%).

Na RM Salvador, INPC foi de 0,90% em junho, o maior do país

Na Região Metropolitana de Salvador, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com menores rendimentos (até 5 salários mínimos), ficou em 0,90% em junho – acima, portanto, do IPCA (0,86%).

Foi o maior índice do país, igual ao registrado na RM Recife (0,90%), e acima do nacional (0,60%).

Houve, porém, desaceleração em relação a maio, quando o INPC havia sido de 1,25% na RMS. O índice ficou acima do verificado em junho de 2020 (0,60%).

Nos seis primeiros meses de 2021, o INPC acumula alta de 4,31% na RMS e chega a 8,49% nos 12 meses encerrados em junho. No Brasil como um todo, os acumulados são, respectivamente, 3,95% e 9,22%.

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