Cesta Básica de Feira de Santana sobe para R$ 421,85 em junho de 2021

Tabela informa custo da cesta básica em Feira de Santana no mês de junho de 2021.
Tabela informa custo da cesta básica em Feira de Santana no mês de junho de 2021.

O valor da cesta básica de Feira de Santana registrou elevação de 0,43% em junho. O custo para aquisição dos 12 produtos da cesta foi de R$ 421,85 em junho, pouco acima do custo enfrentado pelo cidadão feirense no mês anterior: R$ 420,06. No trimestre, o aumento da cesta foi de 1,58%, e, nos últimos 12 meses, a cesta básica de Feira de Santana acumula elevação de 12,48%.  De acordo com a equipe de professores e alunos da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) que trabalham no Programa “Conhecendo a Economia Feirense: custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos”, os produtos que registraram maior incremento nesses 12 meses foram o óleo (92,52%), a carne (39,73%), o arroz (36,74%) e o açúcar (35,43%). Como já mencionado em outras oportunidades, a elevação do preço médio da carne apresenta impacto relevante no custo da cesta, já que se trata do alimento cujo peso é o mais significativo no conjunto dos produtos que compõem a cesta. Em junho, o gasto do cidadão feirense com o consumo da carne representou 30,88% de toda a despesa com os produtos da cesta. Dentre os produtos que registraram queda de preço médio nos últimos 12 meses, sobressai o tomate, que apresentou redução de 11,09% no seu preço. O tomate também se trata de um produto de peso importante na composição da cesta básica. Em junho, os gastos com tomate representaram 11,86% dos gastos do feirense com a aquisição de todos os alimentos reunidos na cesta.

Concentrando a atenção nas variações de preços no mês de junho, dos 12 produtos pesquisados (açúcar, arroz, banana-da-prata, café, carne, feijão, farinha, leite, manteiga, óleo, pão e tomate), as maiores elevações de preço médio foram verificadas no açúcar (6,17%), no café (6,08%), no leite (4,98%) e no óleo (4,97%).

As únicas reduções de preço médio observadas no mês foram na banana-da-prata (-12,97%) e na farinha (-4,29%).

O prato de almoço do feirense, normalmente constituído de arroz, feijão e carne, correspondeu a 42,61% do valor da cesta básica de junho, percentual superior ao observado em maio, de 42,22%. Já o café da manhã tradicional, que reúne pão, manteiga, café e leite, representou 30,27% do custo da cesta – percentual um pouco também um pouco mais elevado que o verificado no mês anterior, de 29,65%. Vale notar que dois desses alimentos (café e leite) tiveram elevação mais significativa de preço médio no período.

Quanto ao comprometimento do valor da cesta básica no salário mínimo líquido vigente em junho, de R$ 1.017,50 (valor obtido após os descontos previdenciários que incidem sobre o novo valor bruto instituído para 2021, de R$ 1.100,00), verifica-se um percentual de 41,46%. Trata-se de um comprometimento um pouco superior ao observado no mês anterior, de 41,28%, em alinhamento com a elevação do custo da cesta básica em junho.

Sobre o tempo de trabalho gasto pelo trabalhador de Feira de Santana que recebe o salário mínimo para aquisição dos produtos da cesta, observa-se um dispêndio de 91 horas e 12 minutos. Frente ao mês anterior, constata-se um tempo de trabalho necessário maior agora, uma vez que o trabalhador precisou dedicar 23 minutos a mais do seu tempo laboral para comprar os doze produtos da cesta básica.

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