Presidente Joe Biden suspende contratos de exploração de petróleo de empresas dos EUA no Ártico

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O Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico tem quase 80 milhões de quilômetros quadrados e é habitat natural de inúmeros animais. Presidente Joe Biden reverte decisão de Donald Trump para explorar petróleo no Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico. Anúncio é feito apenas dias depois de ele manter outro projeto do ex-presidente republicano no Alasca. 
O Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico tem quase 80 milhões de quilômetros quadrados e é habitat natural de inúmeros animais. Presidente Joe Biden reverte decisão de Donald Trump para explorar petróleo no Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico. Anúncio é feito apenas dias depois de ele manter outro projeto do ex-presidente republicano no Alasca. 

O governo do presidente Joe Biden suspendeu nesta quarta-feira (02/06/2021) os contratos de exploração de petróleo e gás numa área protegida do Alasca conhecida como Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico.

Uma ordem do Departamento do Interior reverteu um programa de perfuração aprovado pelo governo do ex-presidente Donald Trump e reativou assim uma luta política por uma região remota dos EUA que, além de abrigar ursos polares e outros animais selvagens, possui uma grande reserva de petróleo.

A decisão é um revés para o governo do Alasca, republicano, que tenta recuperar sua decadente indústria petrolífera. O governador Mike Dunleavy criticou duramente a suspensão e afirmou que os contratos continuam válidos e não podem ser retirados pelo governo federal.

Ambientalistas saudaram a decisão, mas ressalvaram que ainda há muito a ser feito, pois os contratos de exploração não foram cancelados, mas apenas suspensos enquanto é feita uma revisão do estudo de impacto ambiental.

Na semana passada, Biden havia desapontado os ambientalistas ao manter um outro projeto de exploração de petróleo no Alasca, a cargo da empresa ConocoPhillips, na região Encosta Norte do Alasca, também outorgado no governo Trump.

Moratória no primeiro dia de mandato

A ordem de suspensão do Departamento do Interior foi dada após uma moratória sobre as atividades de exploração de petróleo e gás imposta por Biden no seu primeiro dia de mandato.

Em 20 de janeiro, o presidente dos EUA sugeriu que é necessário um novo estudo de impacto ambiental para resolver possíveis falhas legais no programa de perfurações da administração de Trump, aprovado pelo Congresso em 2017.

O Departamento do Interior “identificou falhas no registro de decisão subjacente às explorações, incluindo a falta de análise de um conjunto considerável de alternativas” exigidas pela lei de política ambiental.

Em 6 de janeiro, duas semanas antes da tomada de posse de Biden, o Departamento do Interior cedera o direito de exploração da planície costeira do refúgio e, uma semana depois, assinara contratos de exploração para nove áreas, num total de 1.740 quilômetros quadrados.

O leilão despertou menos interesse do que o esperado. Companhias petrolíferas alegaram que estavam se voltando para as energias renováveis, e vários bancos comunicaram que não iriam financiar a exploração petrolífera na área.

Como consequência, o leilão arrecadou menos do que o esperado, e a maioria dos contratos ficou com a empresa estatal do Alasca.

Republicanos e democratas em lados opostos

O Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico, de quase 80 milhões de quilômetros quadrados, é habitat natural de ursos polares, renas, corujas da neve e outros animais selvagens, incluindo aves migratórias de seis continentes.

Há vários anos que a indústria do petróleo tenta explorar o refúgio, rico em petróleo, mas considerado sagrado pelos indígenas Gwich’in.

Em 1995, o então presidente dos EUA, Bill Clinton, vetou um plano do Partido Republicano para permitir perfurações no refúgio e os dois partidos têm, desde então, mantido posições opostas.

Biden se opõe às perfurações na região, e grupos ambientalistas têm pressionado pela implementação de proteções permanentes, também defendidas por Biden durante a campanha eleitoral.

*Com informações do DW.

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Sobre Carlos Augusto 10107 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).