ONU envia alerta para “efeitos drásticos da instabilidade” no Mali para a sub-região 

Representante da ONU apelou à ação imediata do Conselho de Segurança em favor de reformas e um processo eleitoral confiável no país africano.
Representante da ONU apelou à ação imediata do Conselho de Segurança em favor de reformas e um processo eleitoral confiável no país africano.

O Conselho de Segurança realizou uma sessão sobre o Mali, três semanas após o golpe que derrubou o governo interino do presidente Bah N’daw e do primeiro-ministro Moctar Ouane.

Na reunião, o chefe da Missão da ONU no Mali, El-Ghassim Wane, disse que chegou a hora de os líderes se colocarem acima da política partidária e dos interesses pessoais. Ele realçou que o apoio da operação de paz permanecerá crítico na nova etapa.

Calendário

Para Wane, é preciso ação para criar reformas essenciais e um processo eleitoral confiável, apesar de garantias dadas pelo novo presidente e pelo primeiro-ministro interinos de que respeitariam o calendário de transição.

Até as eleições presidenciais e legislativas em 27 de fevereiro de 2022, o coronel Assimi Goita liderará a transição. Ele depôs os ex-líderes interinos e já tinha liderado um golpe em agosto do ano passado.

Há uma semana, Goita indicou o civil Choguel Kokalla Maiga como primeiro-ministro. Ele prometeu formar um governo inclusivo de acordo com os apelos internacionais.

Incerteza

O golpe de Estado de 24 de maio, foi o segundo em nove meses. No ato, o ex-presidente Bah N’daw e seu primeiro-ministro Moctar Ouane foram presos. Eles renunciaram aos cargos dois dias depois, estando ainda detidos.

Para as Nações Unidas, estes eventos “aumentaram a incerteza e a complexidade da transição política” no Mali, que visava restabelecer o governo-eleito após o golpe de 18 de agosto de 2020.

Wane disse aos membros do Conselho que a segurança continua sendo uma questão de grande preocupação no norte e centro da nação africana. Ele destacou que o ato tem impacto devastador na vida das pessoas.

Acesso a serviços

Os maiores desafios fora da capital maliana, Bamako, são a insegurança e a falta de acesso a serviços básicos como educação, água e outros.

O enviado realçou que o Mali está em um momento crítico no qual não se pode permitir que caia em mais instabilidade, o que teria consequências drásticas para a sub-região e além.

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