Governo Bolsonaro soube da crise em Manaus um mês antes do colapso; Documento foi enviado à CPI da Pandemia do Senado Federal pelo próprio Ministério da Saúde

População de Manaus protesta contra Governo Bolsonaro. Governo Bolsonaro ignorou inúmeros alertas e demorou para começar qualquer ação para enfrentar o problema da falta de oxigênio em Manaus. Governo do Amazonas solicitou 218 respiradores em apenas 16 dias. CPI aponta que o histórico já fazia de Manaus uma "bomba-relógio".
População de Manaus protesta contra Governo Bolsonaro. Governo Bolsonaro ignorou inúmeros alertas e demorou para começar qualquer ação para enfrentar o problema da falta de oxigênio em Manaus. Governo do Amazonas solicitou 218 respiradores em apenas 16 dias. CPI aponta que o histórico já fazia de Manaus uma "bomba-relógio".

A CPI da Pandemia do Senado Federal recebeu documento que mostra que o Ministério da Saúde sabia da alta demanda por respiradores no Amazonas quase um mês antes do colapso na rede hospitalar do estado, em janeiro deste ano. As informações são do UOL.

De acordo com membros da comissão, existem evidências de que o governo ignorou inúmeros alertas e demorou para começar qualquer ação para enfrentar o problema. Por causa disso, pessoas morreram sem acesso a insumos hospitalares e oxigênio.

Enviado pelo próprio Ministério da Saúde à CPI, o documento mostra que, desde 18 de dezembro de 2020, o Amazonas solicitou 140 respiradores naquele mês. Em janeiro de 2021, no dia 2, mais 78 respiradores foram pedidos —totalizando 218 em apenas 16 dias.

O arquivo não aponta se houve respostas aos pedidos.

Para integrantes da CPI, todo esse histórico mostra que a rede hospitalar já fazia de Manaus uma “bomba-relógio”.

O Ministério da Saúde foi investigar o caos no Amazonas em 4 de janeiro de 2021, quando uma equipe foi enviada a Manaus para fazer um “diagnóstico situacional de saúde e apoio emergencial”, segundo outro documento enviado à comissão. O material detalha as ações da pasta realizadas a partir de 4 de janeiro.

Em depoimento à CPI, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou que tomou conhecimento do desabastecimento de oxigênio somente em 10 de janeiro.

Já Mayra Pinheiro, conhecida como “capitã cloroquina”, disse à comissão que Pazuello foi informado do problema dois dias antes, em 8 de janeiro.

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