Deputado Robinson Almeida defende nome de Rui Costa como ministro de um provável Governo Lula; Irônico, parlamentar diz que ACM Neto e João Roma são bolsonaristas “raiz” e “nutella”

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Governador Rui Costa, ex-presidente Lula e o senador Jaques Wagner. Eleições 2022 podem levar governante da Bahia à ocupar ministério em um provável futuro governo petista.
Governador Rui Costa, ex-presidente Lula e o senador Jaques Wagner. Eleições 2022 podem levar governante da Bahia à ocupar ministério em um provável futuro governo petista.

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) cravou, em entrevista ao Jornal Tribuna da Bahia, que o governador Rui Costa (PT) pode virar ministro num eventual governo do presidente Lula em 2023. O ex-presidente aparece como líder nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, pontuando com 49% no último levantamento feito pelo IPEC entre os dias 17 e 21 de junho. Para o parlamentar, Rui não deve deixar o cargo em 2022 para ser candidato ao Senado Federal.

“Tudo que eu vejo leva a crer é que o governador vai ficar sentado na cadeira até 31 de dezembro de 2022, fazendo seu projeto mais importante na eleição que é eleger o sucessor. Em 2023, abre um leque de possibilidades, e nós não podemos descartar talvez a principal uma eventual vitória do presidente Lula, que ele possa ser o nome da Bahia no ministério do presidente. Um lugar de destaque para o estado, e certamente o governador reúne todas as credenciais para ocupar esse espaço”, afirmou Robinson.

Sobre a disputa na Bahia ao Palácio de Ondina, o deputado declarou também ter dúvida se o ex-prefeito soteropolitano ACM Neto, presidente nacional do DEM, e o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), vão caminhar separados ou juntos na eleição contra o senador Jaques Wagner (PT). Robinson cutucou o democrata, a quem acusou de fazer jogo de cena mas dar sustentação política ao governo Bolsonaro, com o DEM ocupando dois ministérios (Agricultura e Secretaria Geral da Presidência da República), cargos de segundo e terceiro escalão na gestão federal e apoiando os projetos de Bolsonaro, como as privatizações da Eletrobras e da Refinaria Landulpho Alves e a pauta econômica que elevou o custo de vida e aumentou a desigualdade no Brasil.

“O ex-prefeito de Salvador é um bolsonarismo mais tradicional, mais raiz, porque já apoiou Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial de 2018, é presidente do DEM, que compõe o ministério de Bolsonaro com a indicação de dois ministros, o Onyx Lorenzoni e a Tereza Cristina, e vota em todas as matérias apresentadas da agenda neoliberal por Bolsonaro na Câmara dos Deputados e no Senado. E João Roma poderia dizer que é o candidato ‘Nutella’, que não tem a tradição do bolsonarismo aqui”, pontuou.

Na entrevista, Robinson Almeida também analisou a crise sanitária no Brasil e acusou o presidente Jair Bolsonaro de ser o principal responsável pelo agravamento da pandemia, com mais de 510 mil mortes de brasileiros.

“O Brasil tem o presidente errado na hora errada. O governo Bolsonaro é o mais despreparado e incapaz para cuidar de uma pandemia dessa proporção no mundo, e o Brasil sofre tragicamente as consequências dessa incompetência. Mais de 500 mil vidas, muitas delas poderiam ter sido evitadas a morte, e a omissão, cumplicidade e a falta de atitude do governo Bolsonaro fez com que o Brasil ostentasse aí no topo em relação aos outros países do mundo a situação de caos na gestão da crise sanitária. A ausência da compra de vacina no momento adequado, o desdém do impacto da pandemia, a falta de gerência junto aos governadores e prefeitos com um plano nacional de enfrentamento, a troca e ministros da saúde tudo isso gerou a situação que nós vivemos nos dias de hoje”, enfatizou.

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