Banco Mundial prevê alta na economia global para 5,6% em 2021

Fortes recuperações em certas nações mais avançadas seguem-se ao apoio fiscal substancial.
Pacote de estímulo dos Estados Unidos e crescimento chinês impactam novas previsões; Brasil tem perspectivas de crescimento de 4,5% em 2021. Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste devem escapar a esperada contração econômica para este ano.

A economia mundial deverá crescer 5,6% em 2021, segundo o relatório Perspectivas Econômicas Globais do Banco Mundial. A publicação destaca um aumento de 1,5 ponto percentual em relação às previsões feitas em janeiro.

Fatores como o pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão dos Estados Unidos e a rapidez do crescimento na China influenciarão fortemente esse desempenho.

Recuperação

Mas o estudo sublinha o desafio do acesso “altamente desigual” às vacinas contra Covid-19 como um fator que limitará uma recuperação mais forte da maior recessão em 80 anos.

Os dados ressaltam a ampla distribuição de imunizantes nos Estados Unidos e em alguns países ricos, aumentando sua produção. Mas em mercados emergentes e nações de baixa renda, as previsões são mais fracas.

Países de língua portuguesa

Quanto às economias de língua portuguesa, as notícias são positivas.

Angola reviu as estimativas de -0,4% no início do ano para 0,5%. Cabo Verde que espera -1,6% salta para aumento de 3,9%. Ambos os países estão colocados entre exportadores de matérias-primas industriais e agrícolas que sofreram contrações profundas da demanda externa e interrupções localizadas relacionadas à pandemia.

O Brasil teve as previsões de alta elevadas de 1,5% em janeiro para 4,5% no estudo mais recente.

As projeções para a Guiné-Bissau passaram de crescimento nulo, feitas em janeiro, para 3%. Em Moçambique, o desempenho de 1,1% pula para 1,7% enquanto a revisão de São Tome e Príncipe foi de -0,3% para 2,7%. No caso de Timor-Leste, a melhoria nas perspectivas de crescimento é de -1,3% no começo de 2021 para 1,8%.

Apoio

O documento realça uma recuperação desigual no mundo como reflexo de fortes recuperações em certas nações mais avançadas, principalmente os Estados Unidos, devido ao apoio fiscal substancial.

A economia norte-americana teve a previsão de crescimento inicial de 3,3 pontos percentuais, no começo de 2021, revista para 6,8% no atual relatório. Para o Banco Mundial, o estímulo econômico “não tem precedentes em tempos de paz”.

Já a zona euro foi de 0,6 ponto percentual, para 4,2%, enquanto a da China passou de 0,6 ponto percentual, para 8,5%.

Os mercados emergentes, exceto a China, devem crescer 4,4% em 2021, uma previsão que subiu ponto percentual desde janeiro. Tanto neste grupo como em economias em desenvolvimento se observa uma alta de casos de Covid-19, desafios na vacinação e diminuição de apoio.

Vacinas

Estas situações devem refletir-se produção global 2% abaixo das projeções anteriores à pandemia. Cerca de dois terços das economias emergentes ainda não terão recuperado as perdas de renda per capita do ano passado.

Com um avanço na distribuição de vacinas em países em desenvolvimento, prevê-se uma alta do crescimento do PIB global de 4,3% em 2022 para cerca de 5%.

O presidente do Banco Mundial, David Malpass, defende a liberação de mais doses da vacina para os países em desenvolvimento o mais rápido possível.

O relatório adverte sobre riscos associados ao aumento das pressões inflacionárias que devem ditar uma alta de um ponto percentual na inflação global em 2021.

Inflação

A queda da inflação, observada no ano passado, é considerada “a mais silenciosa e breve de qualquer uma das cinco recessões globais nos últimos 50 anos.”

Desde maio de 2020, a inflação disparou mais rápido do que em recuperações anteriores.

As expectativas quanto à alta dos preços “devem permanecer bem ancoradas, apontando para uma inflação baixa e estável no longo prazo.”

O relatório prevê preocupações do mercado com o fenômeno que podem fazer subir os custos dos empréstimos em mercados emergentes e países de baixa renda.

Estas economias também são os mais desafiados pela inflação de curto prazo devido ao aumento dos custos dos alimentos.

*Com informações da ONU News.

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