Mundo tem segunda semana consecutiva de queda em casos e mortes por Covid-19, diz OMS

Menino no Quênia usando máscara, uma das medidas de saúde pública defendidas pela OMS. Entidade afirma que em países com vacinação avançada, há uma impressão de que a pandemia acabou, mas outros enfrentam crises de contaminação. Iniciativa Covax deve chegar a 65 milhões de doses distribuídas nos próximos dias.
Menino no Quênia usando máscara, uma das medidas de saúde pública defendidas pela OMS. Entidade afirma que em países com vacinação avançada, há uma impressão de que a pandemia acabou, mas outros enfrentam crises de contaminação. Iniciativa Covax deve chegar a 65 milhões de doses distribuídas nos próximos dias.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), informou nesta segunda-feira (17/05/2021) que, pela segunda semana consecutiva, houve um declínio global nos casos e mortes por Covid-19.

Falando a jornalistas em Genebra, o diretor-geral da agência alertou para uma grande discrepância. Em alguns países, com as taxas mais alta de vacinação, parece haver uma impressão de que a pandemia acabou, enquanto outros ainda enfrentam enormes fases de contaminação.

Um membro da equipe da Hanoi Medical University, no Vietnã, prepara uma dose da vacina COVID-19.
Ele disse que “a pandemia está muito longe de terminar e não vai acabar em nenhum lugar até que acabe em todos.”

O chefe da agência contou que novas variantes, sistemas de saúde frágeis, fraca implementação de medidas de saúde pública, falta de oxigênio e do medicamento dexametasona além de vacinas só estão agravando a situação.

Mas para Tedros, existem soluções disponíveis, como distanciamento físico, uso de máscaras e prevenção de grandes aglomerações.

Resposta

A OMS está respondendo ao aumento de casos na Índia e em outros pontos críticos.

Com a demanda tão alta, a agência precisa de financiamento imediato para sustentar seu apoio técnico e operacional a todos os países, especialmente os mais afetados.

No ano passado, os doadores contribuíram para o Plano Estratégico de Preparação e Resposta, mas em este ano, faltam doações.

O diretor-geral contou que “a flexibilidade desse financiamento é fundamental”, não apenas para responder às necessidades de emergência, mas para salvar vidas e meios de subsistência.

Covax

Nos próximos dias, a inciativa Covax deve atingir a marca de 65 milhões de doses de vacina distribuídas. A estimativa inicial apontava para a distribuição de 170 milhões até este momento.

Em comunicado, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, informa que quando os líderes do G-7 se reunirem no Reino Unido, no próximo mês, o déficit será próximo de 190 milhões de doses.

A agência lembra “avisos repetidos sobre os riscos de baixar a guarda e deixar países de baixa e média rendas sem acesso equitativo a vacinas, diagnósticos e terapêuticas.”

Doses de vacina contra a Covid-19 sendo distribuídas, através da iniciativa Covax, na Mauritânia
O Unicef está preocupado com a situação na Índia e tema que “seja um precursor do que acontecerá se os avisos não forem atendidos.”

A agência diz que a situação no país “é trágica, mas não é única”, destacando os casos de países como Nepal, Sri Lanka, Maldivas, Argentina e Brasil.

Obstáculos

A Índia é ainda um centro global para a produção de vacinas. Como o aumento da demanda interna nas últimas semanas, cerca de 140 milhões de doses destinadas a países de baixa e média renda não foram disponibilizadas para a Covax. Provavelmente, outros 50 milhões de doses serão perdidos em junho.

O Unicef explica o nacionalismo da vacina, a capacidade de produção limitada e a falta de financiamento como as outras razões para o atraso do lançamento.

Se todos os países do G-7 e União Europeia doarem 20% das suas doses em junho julho e agosto, 153 milhões de imunizantes ficariam disponíveis.

O que seria possível fazer sem comprometer a vacina em suas próprias populações.

*Com informações da ONU News.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).