Contabilistas defendem valorização da categoria durante sessão realizada pelo Senado Federal em homenagem a categoria

Senador Izalci Lucas (PSDB-DF) preside sessão especial em homenagem ao Dia do Contabilista.
De iniciativa do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), a sessão especial homenageou cerca de 500 mil profissionais de contabilidade do Brasil.

Valorização e qualificação profissional dos contabilistas foram causas defendidas em sessão especial remota do Senado nesta sexta-feira (30) para comemorar o Dia do Contabilista, celebrado em 25 de abril. De iniciativa do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), a cerimônia homenageou cerca de 500 mil profissionais em todo o país que, segundo o parlamentar, “são fundamentais para alavancar a economia brasileira”.

Contador por formação e profissão, Izalci observou que, além de empresas e governos, o cidadão também faz uso das Ciências Contábeis nos orçamentos familiares, “o que mostra a amplitude e a imprescindibilidade da área”. Ele destacou seu trabalho, como parlamentar, para atender às reivindicações da classe.

— O ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu aqui, em reunião, que iria rever a questão das multas acessórias. Solicitei também a ajuda do presidente desta Casa [Rodrigo Pacheco] para que atue junto ao presidente da Câmara [Arthur Lira], para votar logo o projeto que anistia as multas da Gfip [Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social]. Nós o aprovamos aqui no Senado, fruto de acordo com o governo, e o texto se encontra em regime de urgência na Câmara. Em Plenário, fiz um pronunciamento pedindo ao governo que não desfaça o acordo realizado e cumpra o que prometeu. Vamos continuar lutando e cobrando sem descanso, com o apoio de todas as instituições que representam a nossa categoria — declarou.

Saúde financeira

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) enalteceu a iniciativa de Izalci Lucas e afirmou que os contadores são responsáveis pela “saúde financeira, econômica e patrimonial do país e dos cidadãos”. Ela mencionou que até mesmo os assessores do Congresso Nacional precisam de preparo profissional na área, a fim de ajudar os parlamentares na elaboração das propostas legislativas.

— Por exemplo, estou defendendo um projeto que cria o piso salarial dos trabalhadores da Enfermagem, e a gente precisa do impacto financeiro [da medida]. Então, eu quero dizer parabéns Izalci, parabéns aos contabilistas ou contadores. É um serviço essencial. Vocês que dão o diagnóstico e mostram o caminho para a saúde financeira e patrimonial, seja da pessoa física ou de um país ou estado — comemorou.

Valorização

Vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do Conselho Federal de Contabilidade, Aécio Prado Dantas Junior destacou a necessidade de valorização desses profissionais. Ele comentou o posicionamento da classe para garantir a sobrevivência das organizações, especialmente durante a pandemia de coronavírus. E observou que o controle e a transparência pública passam essencialmente pelas mãos dos contadores. O debatedor falou ainda da responsabilidade da categoria em produzir informações financeiras e econômicas das organizações, de modo a garantir a boa tomada de decisões.

— É necessário, entretanto, que jamais percamos de vista que a valorização profissional é algo que acontece de dentro para fora. Precisamos entender que é tempo de mudar, é tempo de pensar o impensável. Não podemos continuar apenas vendendo produtos e serviços, precisamos, sim, entregar valor ou experiência. Tecnologia, gestão, marketing, custos, fluxo de caixa, compliance e tantos outros temas fundamentais para o desenvolvimento dos negócios precisam estar na ordem do dia de todos os profissionais da contabilidade. Esse é o cenário que almejamos e que devemos buscar, profissionais sérios e capacitados, entidades comprometidas com o fortalecimento da classe e uma profissão valorizada e respeitada pela sociedade.

Ampliação do mercado

O presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Zulmir Ivânio Breda, disse que a entidade tem atuado para manter a profissão atraente e relevante, bem como para ampliar o mercado de trabalho e facilitar a qualificação e a atualização profissional. Segundo o debatedor, o conselho tem também trabalhado junto ao Poder Legislativo, contribuindo com as proposições que precisam da visão dos profissionais da Contabilidade.

— Entre elas, a reforma do Código Comercial, pois o ambiente de negócios brasileiro precisa urgentemente de medidas, modificações que descompliquem e desburocratizem os processos, para estimular o empreendedorismo, o investimento e o crescimento econômico. Com todas as transformações e os avanços ocorridos nos últimos anos, como o comércio eletrônico, as transações em criptomoedas, as empresas virtuais, é indiscutível a necessidade de um código que acompanhe toda essa modernidade. Além disso, diante de uma rede crescente e cada vez mais diversa e complexa de operações comerciais realizadas todos os dias, inclusive no âmbito internacional, é imprescindível a existências de normas modernas que lidem com as mais diversas relações do mundo contemporâneo — defendeu.

Essencialidade

Presidente da Associação Interamericana de Contabilidade, Maria Clara Cavalcante Bugarim ressaltou que a categoria alcançou inovações ao longo do tempo e também desafios, como os advindos pela pandemia da covid-19. Segundo ela, a crise sanitária levou a classe a se reinventar, mas também demonstrar, de forma inequívoca, sua essencialidade.

— Todos os avanços nos deixam muito orgulhosos por reconhecer que é pela nossa contabilidade que as empresas crescem e se proliferam. Com o suor das sucessivas legiões de líderes contábeis que sempre acreditaram na importância das ciências contábeis temos, diariamente, colhido diversos frutos dessa farta semeadura.

Já a vice-presidente de Registros do Conselho Federal de Contabilidade, Lucélia Lecheta, observou que num momento de distanciamento físico, exigido para conter a pandemia de coronavírus, a categoria tem estado “cada vez mais próxima das empresas brasileiras”. Ela reforçou que “a classe contábil segue à disposição para discutir e contribuir com as reformas estruturais necessárias para melhorar o ambiente de negócios do país”.

*Com informações da Agência Senado.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).