Conjunto de satélites brasileiros será criado para evitar ‘eventos extremos’, diz presidente da AEB

Estadunidense Jordi Puig-Suari é um dos desenvolvedores da tecnologia de nanossatélites usada pelo Brasil.
Estadunidense Jordi Puig-Suari é um dos desenvolvedores da tecnologia de nanossatélites usada pelo Brasil.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio da Agência Espacial Brasileira (AEB), publicou na última segunda-feira (10/05/2021) uma portaria que prevê a criação e fabricação de 13 satélites.

O Programa Constelação Catarina, desenvolvido pela Agência Espacial Brasileira e anunciado no Diário Oficial na última segunda-feira (10), prevê a criação de uma “constelação de satélites” para ajudar a monitorar o clima. O objetivo do projeto é a prevenção de desastres naturais e a aprimoração do processo de agricultura de precisão.

O presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Moura, em entrevista à Sputnik Brasil, afirmou que o programa foi uma “forma inovadora” para atender demandas concretas da sociedade, ligadas especialmente à Defesa Civil, entre outras aplicações.

De acordo com ele, estas aplicações se baseiam no uso de um satélite de porte muito pequeno, chamados nanossatélites, que possuem um peso inferior a 20 quilos.

“Apesar de pequenos, podem prover serviços muito interessantes, ainda mais quando são colocados no espaço em conjunto de satélites que vão passando sobre a superfície, coletando informações”, afirmou o presidente da Agência Espacial Brasileira.

Carlos Moura afirmou que o conjunto de satélites do Programa Constelação Catarina permitirá que as entidades que mexem com a previsão do tempo “possam ter muito mais informações para fazer a previsão de curtíssimo prazo, em cerca de 15 minutos poder antever eventos extremos, como foram ciclones-bomba”, citando o caso que aconteceu em Santa Catarina, onde o projeto será iniciado.

​”Chegamos à conclusão de que um conjunto de nano-satélites sobrevoando nosso território e fazendo coleta de dados que serão transmitidos pelas plataformas de coleta de dados meteorológicos instalados na superfície, elas mandarão essas informações, o satélite receberá e transmitirá isso para entidades que trabalham com informações meteorológicas”, explicou.

“Essas entidades usarão esses dados importantíssimos para atualizar os seus modelos de previsão meteorológica e poderão prever modificações severas no tempo em questão de 10-15 minutos”, acrescentou.

De acordo com ele, a segunda aplicação do projeto é utilizar todo esse conjunto de informações para apoiar atividades da agropecuária, alcançando novos desdobramentos posteriormente.

“Será um programa inovador, porque nós estaremos fazendo uso de uma constelação não mais de satélites maiores, mas de satélites de pequeno-porte e eles terão o uso concreto de uma realidade de Santa Catarina, e esse uso depois poderá ser estendido para outras regiões do país e para outros tipos de aplicação que não seja a previsão meteorológica de curto prazo”, completou.

*Com informações da Agência Sputnik Brasil.

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