Chute na canela de Paulão motivou convocação, diz depoente Emerson Tavares à CPI das Cestas Básicas da Câmara Municipal de Feira de Santana

Emerson Tavares, chefe da Divisão de Juventude da Secretaria de Desenvolvimento Social de Feira de Santana.
Emerson Tavares, chefe da Divisão de Juventude da Secretaria de Desenvolvimento Social de Feira de Santana.

Na sexta-feira (21/05/2021), 2º dia de depoimentos para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Distribuição de Cestas Básicas da Câmara Municipal de Feira de Santana (CMFS), que objetiva apurar supostas irregularidades eleitorais cometidas por membros da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESO) durante entrega do benefício à membros da comunidade carente do munícipio em 2020, foi ouvido Emerson Tavares Ribeiro, chefe da Divisão de Juventude da SEDESO.

Por cerca de 03:30 horas, Emerson Tavares foi sabatinado, inicialmente, pelos integrantes da CPI, o presidente Emerson Minho (DC), a relatora Eremita Mota (PSDB) e o vice-presidente Sílvio Dias (PT). Em seguida, outros vereadores presentes à oitiva tiveram três minutos, cada, disponibilizados pela presidência, para também se dirigir ao depoente.

Em resposta aos questionamentos da CPI, o servidor municipal narrou um episódio ocorrido há alguns anos, no qual chutou a canela do vereador Josse Paulo Pereira Barbosa (Paulão do Caldeirão) e que o mesmo passou a lhe perseguir, sendo este o verdadeiro motivo de ter sido indicado pelo edil para ser ouvido pela Comissão.

Emerson Tavares narrou, também, o fato de ter denunciado nas redes sociais da internet que o, à época, candidato à vereador Josse Paulo emitiu cheque sem fundo.

Na sequência, o depoente pediu que documento comprovando a denúncia fosse anexado aos indícios de provas colhidos pela CPI, mas o presidente da Comissão, de forma estranha, negou o pedido.

Em determinado momento, interrompendo a ordem dos inscritos, foi dada a palavra ao vereador Fernando Torres que protagonizou mais um espetáculo do ‘Circo dos Horrores‘ ao qualificar o depoente como laranja e, tentando constranger o mesmo, usou tom de voz agressivo.

Tavares se negou a dar detalhes de como ocorria distribuição de cesta básica pela Prefeitura alegando que não fazia parte do setor responsável. Ele deixou várias perguntas sem resposta.

Os membros da CPI consideram que ele teria mentido  em seu depoimento, quando decidiu responder a alguns dos questionamentos que lhe foram feitos.

Estava, também, convocado para depor o servidor público nomeado Helenildo Sobral, mais conhecido nos meios políticos pelo apelido de “Gringo”, igualmente citado no depoimento de Paulão como partícipe da distribuição de cestas básicas e leite. No entanto, alegando estar com sintomas de coronavírus, apresentou atestado médico e não compareceu, devendo ser agendada uma outra data para que seja ouvido. A qualquer momento o presidente da CPI deverá divulgar quem será o próximo depoente a ser convocado – além de “Gringo”, já anunciado, bem como data e hora da sessão seguinte.

Após todos os questionamentos, a sessão foi suspensa para que a ata fosse finalizada pela equipe que assessora a Comissão e subscrita pelos presentes, inclusive o depoente.

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