Arrecadação de ICMS em Feira de Santana segue em alta

Dados sobre arrecadação do ICMS de Feira de Santana referentes ao período de janeiro a abril de 2021.
Dados sobre arrecadação do ICMS de Feira de Santana referentes ao período de janeiro a abril de 2021.

Feira de Santana continua com arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em alta no primeiro quadrimestre de 2021. Em abril, pelo sétimo mês consecutivo, a arrecadação nominal do ICMS ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão no acumulado de 12 meses. Os R$ 99,08 milhões arrecadados em abril corresponderam a uma variação nominal de expressivos 51,1% em relação ao arrecadado no mesmo período de 2020. Em termos reais, ao considerar a variação de preços medida pelo IPCA, o resultado de abril foi o maior da nossa série histórica que começa em 2013. A apuração dos dados foi desenvolvida pelos professores Cleiton Silva de Jesus e Tania Cristina Azevedo, lotados no Departamento de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Estadual de Feira de Santana (DCIS/UEFS).

As evidências documentadas nos últimos meses de 2020 e neste início de 2021 são consistentes com a percepção de que, a despeito da pandemia em curso, a arrecadação do ICMS em Feira de Santana tem surpreendido positivamente. Esses dados positivos dialogam com a dinâmica recente do mercado de trabalho formal no município, que gerou mais de 7.000 novos postos de trabalho nos últimos sete meses encerrados em março, e com a variação do preço médio dos combustíveis comercializados no município, que aumentou 23,6% somente nos últimos 12 meses.

O aumento no nível de emprego e a variação positiva do preço dos combustíveis (que está em torno da máxima histórica) estão associadas com maior arrecadação de ICMS a nível municipal. Ainda assim, não há qualquer garantia que essa dinâmica benigna na arrecadação de impostos persista ao longo dos próximos meses deste ano no município de Feira de Santana, especialmente se não houver geração de novos empregos, no cenário de prolongamento da pandemia, e os preços dos combustíveis (e demais materiais básicos) entrarem em tendência de queda no país.

Sobre Carlos Augusto 9521 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).