Privatização dos Correios é crime contra a soberania nacional e vai na contramão de países modernos, diz deputado Zé Neto

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Projeto que inclui a Correios no Programa Nacional de Desestatização poderá ser votado nesta terça-feira (20/04/2021) na Câmara dos Deputados, informa deputado Zé Neto
Projeto que inclui a Correios no Programa Nacional de Desestatização poderá ser votado nesta terça-feira (20/04/2021) na Câmara dos Deputados, informa deputado Zé Neto

O vice-líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Zé Neto, voltou a se manifestar contrário à proposta de privatização dos Correios, que está prevista para ser votada nesta terça-feira (20/04/2021), no Congresso. A decisão, segundo ele, coloca em risco a soberania nacional em plena pandemia da Covid-19 onde, inclusive, a estatal também cumpre importante papel na entrega de medicamentos e segue na contramão de países modernos.

“Enquanto outros países, como os Estados Unidos, berço do liberalismo, anuncia um pacote trilionário para estimular a retomada do desenvolvimento, geração de emprego e renda nesse momento de crise, mantendo os serviços postais no controle de seu governo, no Brasil, o atual governo quer entregar à iniciativa privada uma das maiores empresas de correspondência da América Latina, que é a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT)”, critica.

Zé Neto lembrou casos de sucesso, como o do correio estatal francês, que no Brasil é dono da JadLog, e do correio alemão, de economia mista, que é dono da DHL, mostrando que “o controle do serviço postal pelo Estado é estratégico e importante demais para ser tratado apenas como mera alienação de um ativo para rentistas e falsos liberais de balcão da política, o que seria desastroso para os econômicos e sociais dos brasileiros”.

Acrescentou ainda que além de possuir um serviço competitivo e mais barato, “os Correios é a única empresa do país presente em todos os municípios brasileiros, atuando no recebimento de correspondências e encomendas” e incluí-la no Programa de Nacional de Desestatização (PND) “não passa de uma decisão ideológica daqueles que ainda defendem o Estado Mínimo e sem qualquer base técnica, priorizam o desmonte de estruturas públicas essenciais ao setor produtivo e ao povo brasileiro, sobretudo, os menos assistidos”.

Sobre Carlos Augusto 9668 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).