Papa Francisco pede distribuição de vacinas para países pobres

Em missa de Páscoa celebrada sem fiéis por causa da pandemia, o Papa Francisco presta homenagem a médicos e lamenta persistência de conflitos armados. "Que o Senhor, nossa paz, nos ajude a vencer a mentalidade da guerra."  Assim como havia ocorrido em 2020, missa de Páscoa não contou com presença de fiéis no Vaticano.
Em missa de Páscoa celebrada sem fiéis por causa da pandemia, o Papa Francisco presta homenagem a médicos e lamenta persistência de conflitos armados. "Que o Senhor, nossa paz, nos ajude a vencer a mentalidade da guerra."  Assim como havia ocorrido em 2020, missa de Páscoa não contou com presença de fiéis no Vaticano.

O papa Francisco celebrou, neste domingo (04/04/2021), a tradicional missa de Páscoa com a benção Urbi et Orbi (à cidade de Roma e ao mundo), sem a presença de fiéis na Basílica de São Pedro, devido à pandemia de covid-19, assim como havia ocorrido em 2020.

Em transmissão pela internet, o pontífice pediu que as vacinas contra a covid-19 sejam compartilhadas com as nações pobres.

“No espírito de um ‘internacionalismo das vacinas’, convoco toda a comunidade internacional ao compromisso de superar as desigualdades na distribuição [das doses] e a de promover a partilha, especialmente às nações mais pobres”, afirmou o pontífice, na basílica de São Pedro, no Vaticano, durante a celebração mais importante do calendário cristão, que marca a ressureição de Jesus ao terceiro dia após sua crucificação.

Francisco também prestou homenagem aos profissionais da saúde que bem atuando para salvar pacientes com covid-19 neste domingo de Páscoa. “Que o Senhor lhes reconforte e apoie os esforços dos médicos e enfermeiros”, disse o papa, estendendo a bênção aos doentes e àqueles que perderam parentes e amigos para a covid-19.

O papa ainda afirmou que a pandemia aumentou de maneira dramática o número dos pobres e exortou que os governos providenciem “ajuda necessária para uma subsistência suficiente às famílias mais necessitadas” neste período de pandemia. Ele ainda demonstrou preocupação com as crianças e jovens privados de escola. “Nós todos precisamos viver relações humanas reais e não apenas virtuais, particularmente na idade em que se formam o caráter e a personalidade”, afirmou.

Francisco lembrou ainda os conflitos armados que seguem em curso no mundo, apesar da covid-19. Ele citou Mianmar, Síria, Iêmen e Ucrânia, entre outros países.

“A pandemia está ainda em pleno desenvolvimento; a crise social e econômica é muito pesada, especialmente para os mais pobres; apesar disso – e é escandaloso –, não cessam os conflitos armados e reforçam-se os arsenais militares”, disse o pontífice. “No mundo, há ainda demasiadas guerras, demasiada violência”, foi o clamor do Papa. “Como um mundo sem esses instrumentos de morte seria melhor. Que o Senhor, nossa paz, nos ajude a vencer a mentalidade da guerra.”

A mensagem pascal também foi dirigida aos migrantes que fogem da guerra e da miséria. Francisco ainda agradeceu aos países que acolhem refugiados, como Jordânia e Líbano. Ele ainda desejou que o poder do diálogo seja redescoberto para encontrar uma solução que traga paz e prosperidade entre palestinos e israelenses. “A Ressurreição leva-nos, naturalmente, a Jerusalém. Para ela imploramos do Senhor paz e segurança”, disse Francisco.

A fala final do papa abordou a esperança: “À luz do Ressuscitado, os nossos sofrimentos são transfigurados. Onde havia morte, agora há vida; onde havia luto, agora há consolação. Ao abraçar a Cruz, Jesus deu sentido aos nossos sofrimentos. Feliz Páscoa para todos!”

Na benção da Páscoa de 2020, o pontífice havia pedido a união entre os povos para enfrentar a pandemia de coronavírus: “Este não é tempo para egoísmos, pois o desafio que enfrentamos nos une a todos e não faz distinção de pessoas”, disse Francisco na ocasião.

*Com informações do DW.

Sobre Carlos Augusto 9719 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).