Negacionismo marca visita do extremista Jair Bolsonaro à Feira de Santana para inaugurar singelos 22 km de rodovia; Presidente repetiu discurso da necropolítica

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Visita do extremista Jair Bolsonaro à Feira de Santana, para inaugurar singelos 22 Km de rodovia, é marado por discurso negacionista, com elementos da necropolítica.Visita do extremista Jair Bolsonaro à Feira de Santana, para inaugurar singelos 22 Km de rodovia, é marcado por discurso negacionista, com elementos da necropolítica.
Visita do extremista Jair Bolsonaro à Feira de Santana, para inaugurar singelos 22 Km de rodovia, é marcado por discurso negacionista, com elementos da necropolítica.

Ao participar nesta segunda-feira (26/04/2021) da inauguração de singelos 22 km da duplicação da BR-101, trecho entre os municípios de Feira de Santana e Esplanada, o extremista Jair Bolsonaro repetiu o discurso negacionista que colocou o Brasil como um dos epicentros de casos da Covid-19 no mundo.

Adepto da necropolítica [1], o desajustado presidente usou a fala para insuflar setores da sociedade da Bahia contra o governador Rui Costa, ao estimular a população a descumprir as medidas de restrição de atividades que são decretadas pelo Governo do Estado e por gestores dos municípios, cuja finalidade é reduzir a taxa de infecciosidade do coronavírus tipo SARS-CoV-2, atenuando o número de mortos pela Covid-19 durante a pandemia .

Promessas do ministro

Durante o ato inaugural, coube ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, fazer promessas de investimento em Feira de Santana, cujos 28 meses do Desgoverno Bolsonarista não foram suficientes para realizar.

O ministro citou, também, obras entregues ou em execução pelo Governo Federal, todas, iniciadas nos Governos Lula e Rousseff, a exemplo da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL EF-334).

Baixo investimento

Os extremistas desgovernantes de direita e extrema-direita que assumiram o Poder da República, desde a deposição do mandato popular de Dilma Rousseff ocorrido em 2016, reduziram o investimento estatal e as poucas obras que entregaram foram projetadas e, ou, iniciadas nos governos petistas.


Referências

[1] Teoria Política: Necropoder e Necropolítica

Necropoder e Necropolítica são conceitos teóricos desenvolvidos pelo pesquisador Joseph-Achille Mbembe na obra ‘Necropolítica’, que designam como o poder social e político é utilizado para determinar de que maneira algumas pessoas podem viver e como outras pessoas devem morrer. As categorias de análise são baseadas na teoria de Michel Foucault sobre ‘Biopoder’.

Achille Mbembe teoriza que as formas contemporâneas que subjugam a vida ao poder da morte se caracterizam como uma ‘Necropolítica’ exercida pelo ‘Necropoder’, cuja função é reconfigurar profundamente as relações entre resistência, sacrifício e terror no mundo contemporâneo, através do uso de armas de fogo, cujo objetivo é provocar a destruição máxima de pessoas e criar “mundos de morte”, formas únicas e novas de existência social, nas quais vastas populações são submetidas a condições de vida que lhes conferem o estatuto de “mortos-vivos”.

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Sobre Carlos Augusto 9652 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).