Necropoder: Governo Bolsonaro ignorou 11 ofertas para compras de vacina contra o coronavírus tipo SARS-CoV-2

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Extremista Jair Bolsonaro exerce o necropoder ao orientar governo para que rejeita vacina Sputnik V produzida na Rússia.
Extremista Jair Bolsonaro exerce o necropoder ao orientar governo para que rejeita vacina Sputnik V produzida na Rússia.

O governo federal brasileiro deixou de aceitar 11 ofertas de fornecimento de vacinas contra a Covid-19 ao longo da pandemia. Todas foram propostas formais de compra de imunizantes.

De acordo com a informação publicada pelo Blog do Octavio Guedes, no G1, o número leva em conta apenas os episódios em que há comprovação documental da omissão do governo.

O caso, segundo a publicação, será levado por senadores à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da COVID-19, que foi instalada na manhã desta terça-feira (27/04/2021).

Ao todo, seis são referentes à CoronaVac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.

Segundo o blog, há três ofícios assinados pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, oferecendo o imunizante ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Os dois primeiros, de 30 de julho e de 18 de agosto do ano passado, ficaram sem resposta.

O terceiro, de 7 de outubro, foi entregue pessoalmente por Covas ao então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mas o acordo também não avançou.

Trabalhadores da Saúde preparam doses da vacina CoronaVac durante a vacinação para pessoas de 71 anos ou mais no Rio de Janeiro, no Brasil, no dia 31 de março de 2021
O Butantan chegou a realizar três videoconferências com integrantes do Ministério da Saúde para fazer a oferta. Mesmo assim, o negócio não se concretizou.

O governo deixou ainda de aceitar três ofertas formais feitas pelo laboratório Pfizer e dois convites para participar do consórcio da COVAX Facility.

No caso da Pfizer, apenas na primeira proposta, a farmacêutica havia colocado à disposição do Brasil 70 milhões de doses, que seriam entregues em dezembro de 2020.

No consórcio da COVAX Facility, a oferta era para o Brasil adquirir 212 milhões de doses, segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, conforme publicado pelo blog.

O governo federal decidiu aderir somente no terceiro convite e com pedido de redução da quantidade de doses para 42,5 milhões. A maior parte tem previsão de entrega para o segundo semestre.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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