Jair Bolsonaro é um perigo para o mundo, diz The Guardian; Editorial afirma que saída do extremista da presidência seria bom para o Brasil e para o restante da humanidade

Em editorial, The Guardian fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Texto coloca extremista como perigo para o Brasil e para todo o mundo. Jornal britânico aponta possibilidade de golpe militar no país.
Em editorial, The Guardian fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Texto coloca extremista como perigo para o Brasil e para todo o mundo. Jornal britânico aponta possibilidade de golpe militar no país.

O jornal britânico The Guardian publicou um editorial com duras críticas ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido). O editorial é a opinião institucional do veículo de comunicação e classifica Bolsonaro como “um perigo para o Brasil e para o mundo”.

“Mais de 60 mil brasileiros morreram em março”, aponta o jornal The Guardian. A publicação ainda lembra que Bolsonaro criticou o uso de máscaras, se posicionou contra as medidas de isolamento social e se opôs à vacinação em diversas ocasiões.

O editorial cita ainda o ex-presidente Lula (PT). “Os ataques de Lula ao presidente são vistos como um anúncio de proposta de poder de um político carismático que continua muito popular em setores da sociedade”, diz o jornal.

Tentativa de golpe

“Com as pesquisas mostrando que 59% dos eleitores o rejeitam, Bolsonaro parece estar se preparando para um cenário desfavorável das eleições do próximo ano”, diz a publicação.

O Guardian lembra a saída dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica na última semana e afirma que esses militares pretendiam se demitir porque eram contra o uso das Forças Armadas em um golpe por parte de Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho 03 do presidente, também é citado. “É possível que, inspirado em Donald Trump, o sr. Bolsonaro tente ficar no poder por meio do uso da força. Não. É provável. As Forças Armadas já se sobrepuseram às vontades do povo antes: o Brasil foi uma ditadura entre 1964 e 1985. Quando houve a invasão do Capitólio nos Estados Unidos em 6 de janeiro, seu filho chamou atenção não para a invasão, mas para a ineficiência: ‘Foi um movimento desorganizado. Lamentável’, disse Eduardo Bolsonaro.”

“Enquanto os chefes de departamentos das Forças Armadas resistem à ideia de intervenção, isso também permite que o presidente coloque no poder aqueles que são coniventes; oficiais mais jovens sempre foram mais entusiasmados com as ideias de Bolsonaro. Os políticos da oposição pressionam por um impeachment, com um aviso: ‘Há aqui uma tentativa do presidente de dar um golpe – e já está em curso”, aponta o jornal.

Segundo The Guardian, ainda há esperanças no Brasil. Com a má condução da pandemia por parte de Jair Bolsonaro, a elite brasileira está repensando o apoio dado a ele. Além disso, há o fator Lula: “A possibilidade da volta de Lula é suficiente para concentrar os esforços da direita para achar alternativas, candidatos menos extremistas que Bolsonaro”.

“A saída dele [Bolsonaro] seria bem-vinda, para o bem do Brasil quanto para o resto do mundo.”.

*Com informações do Yahoo Notícias.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9320 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).