Índia supera Brasil e é 2º país com mais casos de covid-19

Assolado por segunda onda da doença, Índia soma mais de 13,5 milhões de infecções pelo coronavírus, enquanto Brasil tem 13,4 milhões. Segundo especialistas, aglomerações contribuíram para explosão de casos.
Assolado por segunda onda da doença, Índia soma mais de 13,5 milhões de infecções pelo coronavírus, enquanto Brasil tem 13,4 milhões. Segundo especialistas, aglomerações contribuíram para explosão de casos.

A Índia superou o Brasil e se tornou nesta segunda-feira (12/04/2021) o segundo país do mundo com mais casos de covid-19 registrados, em meio a uma segunda onda da doença que se espalha pelo território indiano.

A Índia soma agora 13.527.717 casos e está atrás apenas dos Estados Unidos, com 31,2 milhões, segundo dados reunidos pela Universidade Johns Hopkins. O Brasil já contabilizou 13.482.023 casos da doença, de acordo com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

De acordo com o Ministério da Saúde indiano, nas últimas 24 horas o país contabilizou mais de 168 mil novos casos, a mais alta marca diária no país desde o início da pandemia. Foi o sexto dia consecutivo com recorde no indicador.

A Índia também reportou 904 mortes em 24 horas, elevando o total de óbitos ligados à covid-19 no país para 170.179. O país é o quarto com mais vidas perdidas para a doença, atrás dos EUA, com 562.066 óbitos registrados, do Brasil, com 353.137, e do México, com 209.338.

Pior momento da pandemia

O país de 1,3 bilhão de habitantes vive agora o pior momento da pandemia, tendo registrado um rápido aumento no número de casos nas últimas semanas. Hospitais de todo o país estão sobrecarregados, e especialistas temem que o pior ainda esteja por vir.

Especialistas advertiram que multidões, em sua maioria sem máscaras, em comícios em estados onde há eleições, em festivais religiosos e em outras reuniões públicas alimentariam a nova onda de infecções.

“O país inteiro tem sido complacente: permitimos congregações sociais, religiosas e políticas”, disse à AFP Rajib Dasgupta, professor de saúde da Universidade Jawaharlal Nehru.

A Índia registrou mais de 873 mil casos somente nos últimos sete dias, um aumento de 70% em relação à semana anterior, de acordo com dados compilados pela agência de notícias AFP.

Esta segunda onda de contágios pelo coronavírus já superou o primeiro pico da pandemia no país, alcançado em setembro passado, quando foram registrados quase 100 mil casos em um dia. A média móvel dos últimos sete dias está em mais de 130 mil casos por dia.

Se considerado o tamanho da população, a situação do Brasil é pior: a média móvel de novos casos diários nos últimos sete dias por milhão de habitantes é de 334,07, a pior do mundo. Em seguida vêm os EUA, com 211,60 casos por dia, a Alemanha, com 197,50 e a Índia, com 97,17, segundo levantamento do site Our World in Data.

Quanto ao número diário de mortes, o Brasil também é o país com a maior média móvel por milhão de habitantes: 14,59 nos últimos sete dias. A Índia é o sexto país no ranking, com 0,53.

Confinamento e vacinação

O repique da pandemia na Índia, após o número diário de casos ter ficado abaixo de 9 mil no início de fevereiro, fez com que os estados e territórios mais afetados impusessem restrições de movimento e de atividades. O estado mais rico do país, Maharashtra, o principal motor do repique, impôs um confinamento de fim de semana e um toque de recolher noturno na semana passada.

O governo indiano espera que a campanha de vacinação ajude a frear a disseminação do coronavírus. O surto atual, no entanto, também coincide com a escassez de vacinas em alguns estados, incluindo Maharashtra, que abriga a capital financeira Mumbai e registrou quase metade das novas infecções no país nas últimas duas semanas.

No sábado, o país alcançou a marca de 100 milhões de doses aplicadas em 85 dias de vacinação, após várias iniciativas do governo de aumentar os números no menor tempo possível.

As autoridades indianas estabeleceram, no entanto, a meta de vacinar 300 milhões de pessoas até julho, o que implica imunizar o dobro de pessoas vacinadas até agora no mesmo período.

*Com informações da DW.

Redação do Jornal Grande Bahia
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