Ex-porta-voz do Governo Bolsonaro diz que falta “amadurecimento intelectual” ao presidente; Em síntese, extremista é um dementando que professa verborragias

Ex-porta-voz da presidência da República General Otávio Rêgo Barros reconhece baixa cognição do extremista Jair Bolsonaro.
Ex-porta-voz da presidência da República General Otávio Rêgo Barros reconhece baixa cognição do extremista Jair Bolsonaro.

Ex-porta-voz de Jair Bolsonaro, general Otávio Rêgo Barros, publicou um artigo na quarta-feira (31/03/2021) em que diz que “estamos diante de uma crise política” e que falta “amadurecimento intelectual” ao presidente, ao comentar a demissão dos três comandantes das Forças Armadas. Em síntese, extremista é um dementando que professa verborragias.

“O mandatário não é mais um militar. Ele detém, tão somente, uma carta patente que indica ter estabelecido, em um determinado momento da vida, os requisitos para exercer as funções intermediárias na hierarquia da oficialidade das Forças Armadas. O amadurecimento intelectual —característica marcante na formação dos chefes atuais— não esteve presente em sua trajetória”, escreveu Rêgo Barros, em artigo publicado na revista Veja, sem citar o presidente Bolsonaro nominalmente.

Rêgo Barros chefiava o Centro de Comunicação do Exército e chegou ao governo de Bolsonaro por sugestão do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno.

O porta-voz fazia declarações diárias e organizava cafés de Bolsonaro com jornalistas. O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) não gostou do bom relacionamento do general com a imprensa.

Mesmo com as funções esvaziadas no governo, o general Otávio do Rêgo Barros manteve-se em silêncio por sete meses até sua exoneração ser confirmada, no início de outubro, no Diário Oficial da União. O porta-voz deixou o governo sem uma conversa de despedida com Bolsonaro.

Forças Armadas como “estrutura de apoio político”

No artigo, ele também critica o desejo de Bolsonaro de transformar as Forças Armadas naquilo que ele define como “estrutura de apoio político”.

“Seu aparente desejo de transformar essa instituição centenária, detentora dos mais altos índices de confiança, em uma estrutura de apoio político, afronta tudo o que se defende como Forças Armadas em sua atitude profissional”, afirma.

No entanto, o general alerta que as Forças Armadas já “estão vacinadas contra esse vírus”.

“Buscar adentrar as cantinas dos quartéis com a política partidária é o caminho impensado para as Forças Armadas. Elas já estão vacinadas contra esse vírus (…) É preciso deixar claro, entretanto, que não há nenhum sinal de alerta pulsando. A profissionalização castrense ultrapassa amadorismos atemporais que prejudicá-la-á. As lideranças estão atentas: as de ontem, as de hoje e as de sempre. As ideias de legalidade, legitimidade e estabilidade permanecem o caminho. E as Forças Armadas diariamente reforçam a sua imunidade”.

*Com informações de Yahoo Notícias.

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