Chapada Diamantina: Joana Terra canta as intensidades emocionais do feminino no disco ‘Feito Raio’

Capa do álbum 'Feito Raio'.
Capa do álbum 'Feito Raio'.

De Barra de Estiva, Chapada Diamantina, a cantora e compositora Joana Terra faz música para desbravar o mundo. Violonista de autenticidade, a artista segue seu aperfeiçoamento artístico através da canção, unindo composição, poesia e sensibilidade. Neste 17 de abril de 2021, lança “Feito Raio”, segundo disco de carreira, no qual reúne oito canções autorais cheias de brasilidade e lirismo, refletindo influências do seu lugar de mundo, seu amadurecimento pessoal e os processos emocionais de vida sob a ótica do feminino.

O álbum apresenta repertório que une o brejeiro e o contemporâneo. Ao mesmo tempo que remete ao interior, remete também ao universal. União de opostos – dentro e fora, claro e escuro, fogo e água. Nas oito faixas, a voz aguda e suave de Joana Terra canta o amor, a sede por viver, o encantamento do humano com as possibilidades de transformação e de construção na vida. Tudo sob as lentes emocionais do feminino, colocando uma mulher artista como protagonista de sua própria história. O ser e estar mulher como fonte de poder, arte e vida.

Todas as canções são composições de Joana Terra com parceiros. Destaque para as faixas “Vai”, single lançado em março passado, um duo com Almério; “Cíclica”, que tem participação de Ceumar – “uma das artistas que mais inspira como cantora”, segundo Joana – e de Ezter Liu em trecho recitativo; além da faixa-título, “Feito Raio”, que conta com solo de violão de Marília Sodré. A direção musical é do musicista Juliano Holanda, repetindo a parceria já firmada no primeiro disco, “Vermelha” (2019).

Natural de Barra de Estiva, região da Chapada Diamantina, Joana Terra, que brilhou no grupo Samba das Moças entre 2008 e 2013, se firma cada vez mais em trajetória solo. No primeiro álbum, a artista estreia apresentando composições que mostram suas raízes, sua ligação com a natureza e com o espiritual de forma sutil e acalentadora. Em “Vermelha” destacam-se a faixa “Lugar do amor”, vencedora do Prêmio Grão de Música 2020, e a balada “Meu karma”, sucesso que soma mais de 20 mil execuções só no Spotify.

Em “Feito Raio”, Joana rasga o peito – escancara e aprofunda as emoções, revelando novas camadas de seus sentimentos e sensações. Um disco sobre o amadurecimento de uma compositora brasileira. “É um disco com uma sonoridade mais intensa, meio diferente do ‘Vermelha”, com questões existenciais e espirituais. Traz muitos questionamentos, mas também muito afago para esse momento difícil que estamos passando”, argumenta ela.

“Feito Raio” chega às plataformas digitais através do selo Dubas, com realização da Anilina Produções. É um disco de sutilezas, de nuances harmônicas, que interligam sonoridade e emoção com doses generosas de poesia. Melodias próprias da canção brasileira, sob arranjos refinados de Juliano Holanda, encontram os fraseados leves de Joana, uma artista em contínuo processo de expansão, de autoconhecimento, de entrega à sua composição, revelando-se cada vez mais um expoente único na nova música autoral brasileira.

O projeto “CD Joana Terra – Feito Raio” tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia), via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

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