Salvador: Ilê Axé L’ade Inan realiza exibições de vídeos e bate-papos sobre salvaguarda da ancestralidade negra

Cartaz anuncia projeto Ilê - Quilombos Contemporâneos.
Cartaz anuncia projeto Ilê - Quilombos Contemporâneos.

O Ponto de Cultura Ilê Axé Oyá L’ade Inan realiza o projeto Ilê – Quilombos Contemporâneos, com exibições de quatro produções audiovisuais de artistas alagoinhenses que contribuem com o entendimento do que é ser negro no Brasil e com o regate da memória e herança africana. Durante seis dias serão exibidos os vídeos “Do que aprendi com minhas mais velhas”, “Gbagbe – Árvore das Memórias”, “Arte, Poeira e Chuvisco” e “Rosas Negras”, seguidos de um bate-papo com as yalorixás Mãe Rosa de Oyá e Jaciara Ajidoyasi, o babalorixá Sandro Obarain, a sacerdotisa e pesquisadora de teatro preto de Candomblé Onisajé, o ator Nando Zâmbia e a atriz Fabíola Nansurê. As exibições acontecem nos dias 22, 23, 24, 29, 30 e 31 de março (segunda a quarta-feira), às 19 horas, no canal Oyá L’ade Inan no Youtube.

Reconhecido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) como Ponto de Cultura, o Ilê Axé Oyá L’adê Inan desenvolve, desde a sua inauguração em 2008, ações de resgate, preservação, celebração e visibilidade da cultura negra afro-brasileira, em Alagoinhas. Através de criações e apresentações teatrais, musicais, de dança, performances e artes integradas, o terreiro tem sido um polo de construção e realização das artes negras referenciadas no município. Todos os artistas envolvidos nas produções que compõem a programação são filhos e filhas da Casa.

Do que aprendi com minhas mais velhas – Documentário de Onisajé e Susan Kalik, o vídeo versa sobre a fé no Candomblé, e sobre como essa fé é transmitida de geração em geração. Um filme em que Egbomis, Nenguas e Yalorixás contam como aprenderam com suas mais velhas e como ensinam seus mais jovens. Um relato sobre respeito, tradição, amor e religiosidade.

GBAGBE Árvore das Memórias

Trabalho cênico do ator Nando Zâmbia traz para a atualidade o ritual da Árvore do Esquecimento para tratar dos rituais contemporâneos de apagamento da herança africana. O espetáculo indaga sobre os apagamentos impostos à população negra, não apenas pela destruição de registros históricos, mas também através dos padrões e cobranças de uma sociedade eurocêntrica que insiste em invisibilizar a ancestralidade africana.

Arte, Poeira e Chuvisco

Provocados por diferentes nuances do isolamento social imposto pela pandemia, os artistas Fabíola Nansurê, Igor Nascimento e Nando Zâmbia reúnem-se em torno dos modos como cada um vem se relacionando com essa tragédia para criar uma série de videoartes que versam sobre medos, angústias e os desafios de continuar cirando.

Rosas Negras

O espetáculo solo de Fabíola Nansurê põe em cena a beleza, o vigor, a inteligência, a sensualidade e sensibilidade da mulher negra lutando contra os estigmas e os estereótipos imputados a elas pelo processo de colonização. Rosas Negras reverencia a ancestralidade feminina, coloca a mulher negra como protagonista da sua própria história, cria referência, empodera, potencializa a autoestima e valorização das raízes negras.

O projeto Ilê

Quilombos Contemporâneos tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Redação do Jornal Grande Bahia
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