Nada apagará os 580 dias da prisão injusta contra o ex-presidente Lula, diz deputada Gleisi Hoffmann; Evidências apontam para possível ‘Sindicato do Crime’ operando na força-tarefa do Caso Lava Jato

Gleisi Hoffmann: essa decisão não pode afastar a penalização de Sergio Moro, um juiz suspeito, criminoso, que fez com que o presidente Lula ficasse cinco anos sendo julgado por crimes que ele não poderia ser julgado.
Gleisi Hoffmann: essa decisão não pode afastar a penalização de Sergio Moro, um juiz suspeito, criminoso, que fez com que o presidente Lula ficasse cinco anos sendo julgado por crimes que ele não poderia ser julgado.

Em sessão plenária virtual na Câmara dos Deputados, a presidenta Nacional do PT, Gleisi Hoffmann celebrou, nesta segunda-feira (08/03/2021), a anulação das condenações do ex-presidente Lula pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

“A anulação das condenações é um pedido de justiça da sociedade brasileira e internacional, da luta da nossa militância e de todos aqueles que sempre acreditaram na inocência do presidente Lula”, afirmou Gleisi, em discurso.

Apesar disso, insistiu a deputada, “nada pagará os 580 dias de prisão injusta que Lula teve, a dor e a humilhação a que ele foi submetido, assim como a que foi submetida nossa militância, os amigos de Lula, que ficaram por 580 dias na vigília Lula Livre”.

“Apesar de todas as barbaridades cometidas por Sergio Moro, isso nunca foi reconhecido em cinco anos. Lamento que tenhamos levado cinco anos para reconhecer aquilo que foi a primeira alegação da defesa de Lula em 2016: Lula não pode ser julgado na justiça federal do Paraná, que trata exclusivamente sobre os casos de ilícitos da Petrobras e ele nunca teve relação com esses casos”, discursou Gleisi.

Segundo a deputada, o mérito principal da decisão de Fachin é reconhecer a plena cidadania de Lula, devolvendo ao ex-presidente o direito de disputar as eleições. “Direitos que lhes foram roubados e que tiveram como resultado a eleição deste homem que está na Presidência da República”, reiterou Gleisi.

Gleisi advertiu que a decisão não pode livrar Moro de enfrentar a Justiça. “Essa decisão não pode afastar a penalização de Sergio Moro, um juiz suspeito, criminoso, que fez com que o presidente Lula ficasse cinco anos sendo julgado por crimes que ele não poderia ser julgado”, disse a deputada, destacando que Moro deve ser julgado e condenado pelos crimes que cometeu.

Gleisi ainda elogiou o trabalho dos advogados de defesa de Lula.“Faço uma saudação a Cristiano e Valeska Zanin, que sempre foram firmes em combater as ilicitudes da Lava Jato e também à falta de direito que o presidente Lula teve nesse processo, enfrentando os tribunais”, ressaltou.

Operação Spoofing revela Sindicato do Crime

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF) durante deflagração da Operação Spoofing, ocorrida em 23 de julho de 2019, com o objetivo de investigar as invasões às contas de Telegram de membros da força-tarefa do caso Lava Jato em Curitiba e do, à época da Operação, ministro Sérgio Moro, então juiz federal encarregado do caso, revelaram possível conluio em mensagens de procuradores da República, com uso vulgar da linguagem, cuja tipicidade é de facínoras e se encontra distante do que se espera dos mais bem remunerados servidores da República. O que levanta a hipótese de que uma espécie de ‘Sindicato do Crime’ parece ter operado através da força-tarefa do Caso Lava Jato, no Ministério Público Federal (MPF), em conluio com juízes federais, policiais federais e membros da Receita Federal.

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