Luiz Inácio Lula da Silva está de volta à linha de frente do debate nacional, saúda a mídia estrangeira

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Em editorial, o jornal francês ‘Le Monde’ considerou a volta de Lula uma perspectiva salutar, após dois anos de devastação da saúde.
Em editorial, o jornal francês ‘Le Monde’ considerou a volta de Lula uma perspectiva salutar, após dois anos de devastação da saúde.

O discurso histórico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (10/03/2021), gerou imensa repercussão na imprensa do mundo inteiro. Da Europa às Américas, o pronunciamento ganhou destaque nas edições digitais. O francês ‘ Le Monde’ destacou as críticas de Lula às “decisões tolas” tomadas por Jair Bolsonaro na Covid-19 e se estendeu na cobertura em um editorial.

No artigo, intitulado “No Brasil, os novos desafios de Lula”, os editores lembram os oito anos de Lula à frente do Brasil, “durante os quais cerca de 40 milhões de seus compatriotas conseguiram sair da pobreza”. “Ex-trabalhador, Lula é hoje o único político com carisma, popularidade e experiência suficientes para vencer Jair Bolsonaro em 2022. A volta desse destacado lutador à arena política é, portanto, uma perspectiva salutar, após dois anos de devastação da saúde”, afirmou o ‘Le Monde’.

Também francês, o ‘Le Figaro’ destacou a “reviravolta das condenações do ex-presidente esquerdista, que embaralha as cartas dezoito meses antes da eleição”. Já a ‘RFI’ deu destaque ao conselho de Lula: “Não sigam nenhuma decisão imbecil deste presidente: tomem vacina”.

O inglês ‘ The Guardian’ afirmou que Lula “trucidou a resposta ‘cretina’ de Bolsonaro à Covid” em um discurso comovente e potencialmente histórico. “O veterano esquerdista, que liderou a economia da América Latina durante alguns dos anos mais brilhantes de sua história moderna, foi catapultado de volta à linha de frente da política brasileira”, afirma a reportagem.

Porta-voz do sistema financeiro internacional, o britânico ‘ Financial Times’ destacou o retorno de Lula ao cenário político brasileiro. “Ex-líder é visto como possível desafiante presidencial após anulação de condenações por corrupção”, conclui o jornal.

O italiano ‘Corriere della Sera’ destacou o contraponto que Lula deverá fazer a Bolsonaro e suas críticas ao ex-juiz Sérgio Moro. Enquanto o espanhol ‘ El País’ destacou “os pilares de um eventual programa eleitoral: vacinação para todos, restabelecimento da remuneração do coronavírus, saúde, emprego e justiça”.

De Portugal, o ‘Público’ chamou a atenção para a disposição de Lula para viajar o país, a “vivacidade” do discurso e o tempo que dedicou a responder às perguntas dos jornalistas. Linha seguida pelo patrício ‘Diário de Notícias, que estampou na manchete uma frase de Lula: “Vou dedicar o resto da minha vida a este país”.

Nos Estados Unidos, o ‘The Washington Post’ mencionou as críticas de Lula a Bolsonaro pelas falhas na pandemia Covid-19 e na condução da economia. Já para a CNN, o caminho para um retorno político se abriu para o ex-presidente.

O ‘Página 12’, da Argentina, lembrou que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), onde Lula discursou, é o mesmo local onde foi detido no âmbito dos processos agora anulados. “O ex-presidente brasileiro prestou uma homenagem às vítimas do coronavírus e agradeceu ao presidente argentino Alberto Fernández por sua solidariedade”, afirmou o ‘Página 12’.

Grupo de Puebla: “Lula foi vítima do maior equívoco da Justiça brasileira”

O ‘La Diária’, do Uruguai, destacou os agradecimentos de Lula a movimentos sociais, sindicatos, lideranças políticas nacionais e internacionais, além de sua solidariedade aos familiares das mais de 260 mil vítimas da pandemia e aos “guerreiros do SUS”. A rede Telesur, da Venezuela, ressaltou a manifestação do Grupo de Puebla.

A organização, que reúne principalmente representantes de esquerda da América Latina e é apontada como substituta do Foro de São Paulo, afirmou que Lula foi vítima do “maior equívoco do sistema de Justiça brasileira”. “O caso está sendo replicado contra outros dirigentes progressistas da região. Trata-se da utilização da Justiça como arma de confrontação política por meio de guerras jurídicas (lawfare)”, alertou o comunicado.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermudez, pediu atenção da esquerda. “Celebramos a absolvição de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que chegaram para confirmar quantos excessos e abusos são cometidos contra a esquerda latino-americana. Estejamos alertas”, pontuou Díaz-Canel em sua conta no Twitter.

O jornal ‘Granma’, órgão oficial do Partido Comunista de Cuba, acrescentou que havia em Cuba e na América Latina uma imensa alegria e convicção de que todo o complô armado contra Lula seria derrotado.

“Em nome do povo da Venezuela, expresso minha mais profunda alegria pela liberdade de meu irmão e amigo Lula, que novamente estará nas ruas para liderar as causas justas dos brasileiros e brasileiras”, afirmou o presidente Nicolás Maduro.

O ex-presidente do Equador Rafael Correa foi outro a celebrar a liberdade de Lula. “Oligarquia latino-americana, imprensa e juízes corruptos: Você entende que nunca será capaz de lutar contra a força da verdade e da integridade? Viva Lula! Viva o Brasil! Viva a Grande Pátria!”, disse o ex-presidente em postagem no Twitter.

“Como presidente, Lula fez um trabalho incrível para diminuir a pobreza no Brasil e defender os trabalhadores. É uma ótima notícia que sua condenação, altamente suspeita, foi anulada. Esta é uma importante vitória para a democracia e a justiça no Brasil”, escreveu no Twitter o pré-candidato à presidência dos Estados Unidos na última eleição pelo Partido Democrata, o senador Bernie Sanders.

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