Falhas no fornecimento de água da EMBASA estão relacionadas à péssima qualidade do fornecimento de energia elétrica pela COELBA

Controlada pela Neoenergia, Coelba presta péssimo serviço aos particulares e empresários.
Controlada pela Neoenergia, Coelba presta péssimo serviço aos particulares e empresários.

Controlada pela Neoenergia, a empresa monopolista Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (COELBA) é um perfeito exemplo de empresa capitalista que cobra caro pela energia elétrica fornecida, oferece serviço de atendimento ao consumidor de péssima qualidade e corrente elétrica com elevada variação de tensão, além disso, realiza baixo investimento e, quando o faz, é através de empréstimos subsidiados pelo governo.

O resultado desta maligna equação é o máximo lucro para Neoernergia/Coelba e se traduz no atraso do desenvolvimento socioeconômico da Bahia. Observando que capitalismo necessita de energia elétrica, frequente, de baixo custo e na tensão correta para poder ampliar a capacidade produtiva.

Exemplo sintomático da tragédia socioeconômica que representa o monopólio do fornecimento de energia elétrica pela Coelba pode ser observado nos recorrentes comunicados da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (EMBASA). A estatal relata, várias vezes ao ano, falhas no fornecimento de energia elétrica que resultam na interrupção do serviço, com dano aos equipamentos da companhia.

Este trágico cenário de desrespeito às relações de consumo e ao interesse público se repete em diversas dimensões da vida em sociedade. A exemplo do que é vivenciado por consumidores do oeste do estado, sejam produtores rurais, agricultores familiares, comerciantes ou proprietários de bens imóveis residenciais, todos, sem exceção, sentem nas economias pessoais e empresariais o dano causado pelo monopólio da Neoernergia/Coelba.

O fim no monopólio da companhia no estado é um passo importante para melhorar a estrutura e atendimento, outro passo importante é formar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) para verificar quanto a empresa obtêm de lucro e quanto investe por ano. Por fim, o Governo do Estado deve atuar em uma ampla e profunda fiscalização para auferir se a empresa atende aos padrões de governança estipulados para empresas listadas na Bolsa de Valores e se a mesma está utilizando de escusos expedientes para postergar o pagamento de indenizações judiciais pelos danos causados aos consumidores.

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Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9315 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).