Em tese, Sindicato do Crime formado por membros da força-tarefa do Caso Lava Jato em conluio com juiz desempregou 4,4 milhões, derrubou investimentos e apoiou Golpe Jurídico-Parlamentar contra Dilma Rousseff

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Em tese, conluio entre membros da força-tarefa do Caso Lava Jato com juiz resultou na formação de uma espécie do ‘Sindicato do Crime’, que promoveu retrocesso socioeconômico e político do Brasil.
Em tese, conluio entre membros da força-tarefa do Caso Lava Jato com juiz resultou na formação de uma espécie do ‘Sindicato do Crime’, que promoveu retrocesso socioeconômico e político do Brasil.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, dará entrevista coletiva on-line nesta terça-feira (09/03/2021) para apresentar os resultados de estudo elaborado pelo  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre os prejuízos causados pela Lava Jato ao país. Segundo a pesquisa, a operação fez o Brasil perder R$ 172,2 bilhões em investimentos e encerrou 4,4 milhões de empregos.

Após um ano de análises, os técnicos do Dieese mostram que deixou-se de investir no país um valor 40 vezes maior que os R$ 4,3 bilhões que o Ministério Público Federal diz ter recuperado com a Lava Jato. Os cofres públicos deixaram de arrecadar R$ 47,4 bilhões em impostos, R$ 20,3 bilhões deles em contribuições sobre a folha de salários.

Os pesquisadores também afirmam que o setor mais atingido foi o da construção civil, que perdeu 1,1 milhão de postos de trabalho. Segundo a CUT, o Dieese desenvolveu metodologia especifica para fazer a análise. Este é o primeiro estudo feito com base em dados e documentos oficiais sobre o impacto desastroso da operação no mercado de trabalho e na economia.

Em agosto de 2019, um grupo de pesquisadores discorreu sobre os impactos negativos da Lava Jato no desenvolvimento econômico e no nível de emprego no país. Os artigos foram publicados na edição do jornal do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro (Corecom).

Prejuízos comprovados

Na ocasião, os cientistas já apontavam que as maiores construtoras brasileiras – Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, UTC e Constran – haviam sofrido perdas de 85% das receitas entre 2015 e 2018, passando de um faturamento conjunto de R$ 71 bilhões para R$ 10,8 bilhões. Nesse período, a construção pesada fechou 1 milhão de postos de trabalho, o equivalente a 40% das vagas de emprego perdidas no período.

Outro levantamento, do professor Eduardo Costa Pinto, do Instituto de Economia da UFRJ e pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), demonstrou que a Lava Jato destruiu os pequenos e médios fornecedores da Petrobras e, consequentemente, atuou para o fechamento de milhares de postos de trabalho.

Para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a “canalhice” do procurador regional da República Deltan Dallagnol, do delegado que fez o inquérito e do ex-juiz federal Sergio Moro resultou em um desastre.

“Hoje está ficando cada vez mais claro que eles estavam a serviço de interesses americanos. Que toda a operação tinha uma vinculação muito precisa com o Departamento de Justiça dos EUA e, mais ainda, subordinada a interesses econômicos dos EUA. Por isso a Petrobras entrou em jogo, por isso entraram em jogo as empreiteiras brasileiras”, afirmou Lula em entrevista à revista eletrônica ‘Conjur’.

“As empresas de engenharia brasileiras estavam tomando muito espaço em toda a África e em toda a América Latina. Mesmo o aeroporto de Miami foi feito pela Odebrecht, construindo o porto de Mariel concomitantemente. A lei americana não permite e a Odebrecht ganhou na Justiça o direito de fazer o aeroporto. Os americanos estavam incomodados. Era preciso criar toda essa farsa”, concluiu o ex-presidente.

Operação Spoofing revela Sindicato do Crime

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF) durante deflagração da Operação Spoofing, ocorrida em 23 de julho de 2019, com o objetivo de investigar as invasões às contas de Telegram de membros da força-tarefa do caso Lava Jato em Curitiba e do, à época da Operação, ministro Sérgio Moro, então juiz federal encarregado do caso, revelaram possível conluio em mensagens de procuradores da República, com uso vulgar da linguagem, cuja tipicidade é de facínoras e se encontra distante do que se espera dos mais bem remunerados servidores da República. O que levanta a hipótese de que uma espécie de ‘Sindicato do Crime’ parece ter operado através da força-tarefa do Caso Lava Jato, no Ministério Público Federal (MPF), em conluio com juízes federais, policiais federais e membros da Receita Federal.

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