Degradação e abandono do Complexo Policial Investigador Bandeira demonstra inépcia da gestão Maurício Barbosa no comando da SSP Bahia; Sediada em Feira de Santana, estrutura da Polícia Civil possuí três departamentos

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Situado em Feira de Santana, Complexo Policial Investigador Bandeira está em deplorável estado de conservação.
Situado em Feira de Santana, Complexo Policial Investigador Bandeira está em deplorável estado de conservação.

Em Salvador, a antiga sede da Polícia Civil situada no Centro Administrativo da Bahia (CAB) foi reformada e modernizada durante a gestão de Maurício Barbosa, quando o mesmo estava no comando da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP Bahia), além disso, uma nova sede administrativa da SSP foi construída no CAB.

Enquanto isso, o Complexo Policial Investigador Bandeira, situado no Bairro Jomafa, em Feira de Santana, está em grave situação de degradação da estrutura física e das instalações elétrica e hidráulica, com equipamentos e mobiliários obsoletos, em um cenário que remota há mais de uma década de falta de investimentos.

No equipamento estatal funcionam três estruturas da Polícia Civil (PC), a 1ª Delegacia de Furtos e Roubos, a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes e o Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável por exames cadavéricos e emissão de laudos periciais.

O local possui, também, pátios destinados à guarda de bens apreendidos pela polícia e que dizem respeito a possíveis crimes, a exemplo de veículos automotores tipo carro e moto, dentre outros.

Conforme testemunho de fonte do Jornal Grande Bahia (JGB) e verificação in loco das instalações do Complexo Policial do Jomafa, pode-se afirmar que o ex-secretário Maurício Barbosa promoveu uma danosa e temerária gestão ao permitir que as instalações da Polícia Civil, em Feira de Santana, atingissem o elevado grau de degradação no qual se encontra, podendo ser qualificado como atentatório à dignidade humana.

Estado lastimável

Segundo relato da fonte, ocorrem incêndios nos pátios e peças dos veículos apreendidos são furtadas, porque o local possui uma cerca frágil e danificada, e falta um sistema de vigilância eletrônica que possa registrar a movimentação de pessoal. Completando o degradante cenário, o mato alto revela o deplorável estado de abandono da gestão pública sobre o local.

A iluminação noturna é precária e a pintura das edificações estão envelhecidas e enegrecidas pelo acúmulo de poeira ao longo dos anos.

No interior das edificações têm ocorrido pequenos incêndios ocasionados por panes elétricas, uma vez que o Complexo Policial foi construído em uma época na qual a rede elétrica foi projetada para um número reduzido de equipamentos eletrônicos, se comparado com a atualidade.

Vários sanitários estão interditados e o aspecto do mobiliário é decadente, trazendo desconforto para os profissionais que trabalham no local e os cidadãos que necessitam serem atendidos.

No DPT, a exumação cadavérica é feita, por vezes, com golpes de marretas em facas de cozinha, porque inexistem modernos equipamentos necessários à perícia, diz a fonte do JGB.

O projeto arquitetônico das edificações é obsoleto — quando comparado as necessidades atuais e a forma com a qual deve ocorrer o fluxo de trabalho — revelando a necessidade de construção de um novo Complexo Policial em Feira de Santana.

Faltam insumos e diárias

A fonte do Jornal Grande Bahia relata, também, que são recorrentes os meses em que, a partir do dia 20, ocorre falta de combustível para abastecimento das viaturas e que nem sempre a Polícia Civil dispõe de recursos financeiros para o pagamento de diárias relacionadas a deslocamentos de custodiados e, ou, ação policial fora da sede da jurisdição.

Antiexemplo de gestão pública

Em síntese, é possível afirmar que o local é um antiexemplo de gestão pública e um claro exemplo de inépcia com a qual foi tratada a Segurança Pública da Bahia na segunda mais populosa cidade do estado, sendo a mesma, sede de uma região metropolitana.

Demissão

Maurício Barbosa é delegado da Polícia Federal (PF) e, em 2011, foi nomeado secretário de Segurança Pública da Bahia, durante a segunda gestão do governador Jaques Wagner.

Ele foi mantido no cargo de secretário durante as duas gestões do governador Rui Costa, iniciadas em 1º de janeiro de 2015 e 1º de janeiro de 2019.

Maurício Barbosa se manteve no cargo até 14 de dezembro de 2020, quando foi afastado da função, em decorrência da deflagração da 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste, na qual foram presas pela Polícia Federal as desembargadoras Ilona Marcia Reis e Lígia Maria Ramos Cunha.

Em 15 de dezembro de 2020, em decorrência das investigações federais do Caso Faroeste, Maurício Barbosa foi demitido do comando da SSP Bahia.

Em 28 de dezembro de 2020, assumiu a Secretaria de Segurança Pública o juiz federal aposentado Ricardo César Mandarino Barretto. Recai sobre este a responsabilidade de edificar um Complexo Policial que atenda às necessidades da Segurança Pública da sede da Região Metropolitana de Feira de Santana.

Histórico

O Complexo Policial Investigador Bandeira foi inaugurado em 1984, durante a gestão do governador João Durval, cujo prefeito de Feira de Santana, à época, era José Falcão da Silva.

Em 1999, durante a gestão do governador César Borges, ocorreu uma ampla reforma das instalações.

A partir de 2007, até os dias atuais, durante as gestões de Jaques Wagner e Rui Costa, ocorreram a entrega de viaturas e armamentos, mas a infraestrutura Complexo do Policial do Jomafa permaneceu sem novos e, ou, significativos investimentos.

Situado em Feira de Santana, Complexo Policial Investigador Bandeira está em deplorável estado de conservação.
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Situado em Feira de Santana, Complexo Policial Investigador Bandeira está em deplorável estado de conservação.
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Sobre Carlos Augusto 9611 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).