Vereador aciona advogados para cobrar à Justiça que Estado indenize por “mortes na regulação” e denuncia desequilíbrio financeiro das empresas de ônibus de Feira de Santana

José Paulo (Paulão): precisam se explicar à sociedade. Nós, vereadores, eleitos pelo voto do povo, temos o dever de cobrar.
José Paulo (Paulão): precisam se explicar à sociedade. Nós, vereadores, eleitos pelo voto do povo, temos o dever de cobrar.

Famílias de pacientes que acabam morrendo enquanto aguardam regulação em UPAs (unidades de Pronto-Atendimento) e policlínicas, pela Secretaria de Saúde do Estado, devem ser indenizadas, defende o vereador Paulão do Caldeirão (PSC). Ele informou nesta terça-feira (02/02/2021), em discurso na Câmara, que solicitou aos advogados do seu mandato a elaborar uma ação, com mandado de segurança, para provocar a Justiça a reconhecer o direito dessas vítimas “assassinadas por um sistema de regulação criminoso”.

Radialista e um dos vice-presidentes da Câmara Municipal, ele cobra do secretário de Saúde da Bahia, Fábio Villas Boas, e do próprio governador Rui Costa, que atentem para o grave problema. “Precisam se explicar à sociedade. Nós, vereadores, eleitos pelo voto do povo, temos o dever de cobrar”, diz. Também apela à imprensa feirense que acompanhe mais de perto o drama dos cidadãos que buscam ser regulados para hospitais de alta complexidade: “Devemos visitar esses locais e ver de perto a situação”.

“Desequilíbrio financeiro” das empresas de ônibus: vereador vai pedir explicações

O alegado “desequilíbrio financeiro” que motivou as empresas de transporte coletivo Rosa e São João a ingressarem uma ação na Justiça, pedindo indenização à Prefeitura de Feira de Santana, será alvo nesta terça (2) de um requerimento na Câmara Municipal.

O vereador Paulão do Caldeirão (PSC), autor da proposta, diz que o objetivo é buscar esclarecimentos das operadoras, licitadas pela Prefeitura, e iniciar a uma apuração de possíveis irregularidades que resultariam na circulação de “ônibus sucateados e superlotados”. Segundo ele, as empresas devem ser investigadas para “evitar a aplicação de golpes, solucionar problemas na prestação do serviço e colocar esses bandidos na cadeia”.

O vereador e radialista considera lamentável “que forasteiros venham à Feira de Santana para fraudar a Prefeitura”. Entende, no entanto, que não é oportuno, no momento, criar uma CPI, como propõe o seu colega Sílvio Dias (PT).

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