Senadores de oito partidos falam em CPI e impeachment do extremista Jair Bolsonaro por falhas na política de saúde contra a Covid-19

Impeachment do extremista Jair Bolsonaro começa a ser debatido entre senadores.
Impeachment do extremista Jair Bolsonaro começa a ser debatido entre senadores.

O grupo de WhatsApp com os 81 senadores do Congresso esteve agitado neste sábado (27/02/2021). Representantes de oito partidos, inclusive integrantes da base aliada, criticaram a postura de Jair Bolsonaro (sem partido) e defenderam a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar e responsabilizar a atuação do presidente durante a pandemia de coronavírus.

A revista Época divulgou trechos das conversas pelo aplicativo de mensagens. Tasso Jereissati (PSDB-CE) puxou as críticas. Senadores de PSD, MDB, Cidadania, Rede, PROS, Podemos e Republicanos concordaram com a necessidade de responsabilizar Bolsonaro.

“Senadoras e senadores, o presidente Bolsonaro esteve no Ceará, ontem, sexta-feira, quando cometeu pelo menos dois crimes contra a saúde pública, ao promover aglomerações sem proteção e ao convocar a população a não ficar em casa, desafiando a orientação do governo do estado e ainda ameaçando o governo de não receber o auxílio emergencial. Desta maneira a instalação da CPI no Senado tornou-se inadiável. Não podemos ficar omissos diante dessas irresponsabilidades que colocam em risco a vida de todos brasileiros”, escreveu Jereissati às 14h27.

“Toda razão amigo Tasso, o PR [presidente da República] afronta os governadores que estão na ponta cuidando da saúde nos estados, cabe ao Senado, a Casa da federação, contestar essa ação equivocada do PR JB [presidente da República Jair Bolsonaro], que leva a quebra de protocolos e leva à expansão da doença no país”, escreveu Otto Alencar (PSD-BA).

O senador acrescentou: “O PR receitou cloroquina, depois reconheceu que era placebo, muitos usaram. Aqui na Bahia alguns morreram por parada cardíaca, inclusive um médico morreu, Dr. Moisés, de Ilhéus, por parada cardíaca”.

“Isto, mestre Tasso. Dói na alma estas coisas. Ainda bem que temos governadores e prefeitos que cumprem seus deveres”, criticou Confúcio Moura (MDB-RR). “Concordo 100%”, escreveu Alessandro Vieira (Cidadania-SE). “Concordo, Tasso”, respondeu a senadora Zenaide Maia (PROS-RN).

“Registrei imediatamente as inconsequentes posturas presidenciais, com o respeito cabível e exigível, ao fazer carreata no dia que se verificara o maior número de óbitos de nacionais”, concordou Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Com informações da Revista Época e Yahoo Notícias.

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