Rússia aprova terceira vacina contra Covid-19 e lidera pesquisa avançada no setor

Após Sputnik V e EpiVacCorona, Governo Putin registra imunizante CoviVac. Inoculante deve começar a ser aplicado em março de 2021, apesar da falta de resultados de testes clínicos de larga escala.
Após Sputnik V e EpiVacCorona, Governo Putin registra imunizante CoviVac. Inoculante deve começar a ser aplicado em março de 2021, apesar da falta de resultados de testes clínicos de larga escala.

O primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, anunciou neste sábado (20/02/2021) que o Ministério da Saúde russo aprovou uma terceira vacina contra o novo coronavírus desenvolvida no país, denominada CoviVac.

“Quero começar com uma notícia muito boa. Hoje, soubemos que foi registrada a terceira vacina, a CoviVac, criada pelo Centro Chumakov. Em meados de março, entrarão em circulação as primeiras 120 mil doses”, disse o chefe de governo, durante reunião sobre o andamento da campanha de imunização no território russo.

Mishustin destacou que seu país é “a única nação que possui três vacinas” e sublinhou o aumento da produção de inoculantes das companhias farmacêuticas russas.

“Já produzimos mais de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V e cerca de 80 mil doses da EpiVacCorona. Posteriormente, será iniciada a terceira linha de produção da CoviVac”, explicou o premiê, segundo a agência de notícias Ria Novosti.

Faltam testes clínicos

Até o final do ano, devem ser produzidas 20 milhões de doses do novo inoculante. Entretanto, ainda não foram disponibilizados resultados de estudos clínicos de larga escala sobre o produto – a exemplo do ocorrido no momento da aprovação dos outros dois imunizantes russos.

Já a vice-primeira-ministra da Rússia, Tatyana Golikova, informou que, ao longo do primeiro semestre deste ano, devem ser produzidas 88 milhões de doses de diferentes agentes imunizantes contra o novo coronavírus, sendo que 83 milhões são da Sputnik V.

Além disso, ela afirmou que 45% das pessoas com mais de 60 anos já foram vacinadas no país, embora tenha considerado que a parcela é “insuficiente”. Por isso, Golikova cobrou que as autoridades regionais redobrem os esforços para ampliar a cobertura da campanha de imunização.

Vacinação lenta

A Sputnik V já foi autorizada para uso em cerca de 30 países, incluindo a Hungria, Estado membro da UE. A vacina deve ser empregada na Eslováquia assim que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) autorizar seu uso.

Enquanto muitos outros países recebem a vacina russa, apenas cerca de 2,2 milhões de cidadãos na Rússia receberam pelo menos uma das duas doses necessárias. Isso corresponde a cerca de 1,5% da população do país, o que tem provocado muitas críticas.

*Com informações do DW.

Redação do Jornal Grande Bahia
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