Profissionais da saúde protocolam o primeiro pedido de impeachment contra extremista Jair Bolsonaro na gestão do deputado federal Arthur Lira | Por Sérgio Jones

Desinteligência e violações margam atuação do extremista Jair Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19

A atuação do governo genocida do presidente Jair Bolsonaro no tocante ao seu comportamento frente ao combate do Covid-19 é inaceitável e atenta contra a dignidade humana. Diante do quadro dantesco e do desempenho desse desgoverno, na sexta-feira (05/02/2021), um grupo de oito profissionais de Saúde protocolou na Câmara dos Deputados um novo pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro.

A base para o documento elaborado pelo grupo questiona a atuação adotada pelo mandatário durante a pandemia do Covid- 19. De acordo com o documento Bolsonaro “viola incessantemente a dignidade, honra e decoro da presidência, o mais elevado cargo político da República, tendo como intuito disseminar mentiras, propagar desinformação sanitária e projetar dúvidas sobre a higidez de vacinas, atitude que considera como uma espécie de benefício político pessoal.

A epidemiologista Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), adiantou que dentre as inúmeras ações inaceitáveis praticada pelo presidente, sendo uma delas o incentivo criminoso ao uso de medicamentos ineficazes contra a COVID-19 como a cloroquina.

Este foi o primeiro pedido de impeachment protocolado contra Bolsonaro na gestão de Arthur Lira (PP-AL), aliado de Jair Bolsonaro que assumiu o comando da Câmara na última segunda-feira (1º).

Assinam o documento Ethel Maciel, Gonzalo Vecina e José Gomes Temporão,  Eloan dos Santos Pinheiro, ex-diretora da Far-Manguinhos (Fiocruz) e especialista em tecnologia farmacêutica e saúde pública; Reinaldo Ayer de Oliveira, médico e 1º secretário da Sociedade Brasileira de Bioética; Daniel de Araújo Dourado, médico, advogado e pesquisador do Centro de Pesquisa em Direito Sanitário da USP (Universidade de São Paulo); Ubiratan de Paula Santos, pneumologista; e Ricardo Oliva, médico sanitarista.

*Sérgio Jones, jornalista ([email protected]).