Políticos emitem nota de pesar em memória do ex-governador Roberto Santos

Roberto Figueira Santos (Salvador, 15 de setembro de 1926 – 9 de fevereiro de 2021) atuou como médico, professor e político. Ele foi governador da Bahia entre 1975 e 1979, ministro da Saúde durante o Governo Sarney, entre 1986 e 1987 e membro da Academia de Ciências da Bahia.
Roberto Figueira Santos (Salvador, 15 de setembro de 1926 – 9 de fevereiro de 2021) atuou como médico, professor e político. Ele foi governador da Bahia entre 1975 e 1979, ministro da Saúde durante o Governo Sarney, entre 1986 e 1987 e membro da Academia de Ciências da Bahia.

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Adolfo Menezes, comandou hoje (09/02/2021) a sua primeira sessão legislativa como presidente da Casa, mas disse que não tem motivos para comemorar. “Coincidiu essa nossa primeira sessão, na condição de presidente da ALBA, com o passamento do ex-governador Roberto Santos, aos 95 anos, um homem público exemplar, sem nenhuma mácula em toda a sua carreira acadêmica e política. Foi um extraordinário governador, com realizações marcantes durante o seu mandato, de 1975 a 1979. As marcas de Roberto estão por aí até hoje, como os bairros de Cajazeiras e Mussurunga, o grande hospital no Cabula, o parque e o estádio de Pituaçu”, rememorou Menezes.

Filho do ex-reitor da Universidade Federal da Bahia, Edgard Santos, Roberto formou-se em Medicina, em 1949, foi presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e ministro da Saúde, entre 1986 e 1987. “Quando assistimos a essa condução desastrada da pandemia pelo Governo Federal, fico imaginando como estaríamos muito bem se tivéssemos um homem do quilate de Roberto na pasta da Saúde. A Bahia perde um de seus grandes líderes, exemplo de vida e de retidão para todos”, destaca o chefe do Legislativo estadual, que encaminhou Moção de Pesar à Mesa Diretora da ALBA.

Na sessão de hoje, os deputados aprovaram, por unanimidade, o Decreto Legislativo n0 2.930/2021, que autoriza o estado de calamidade pública em 25 municípios da Bahia, decorrentes do combate à pandemia da Covid-19. Na mesma sessão, um pedido de vistas do deputado Roberto Carlos (PDT) suspendeu a apreciação e votação do Projeto de Lei n0 24.032/2020, que autoriza o Governo do Estado a alienar o edifício Palácio dos Esportes, na Praça Castro Alves, em Salvador.

“Teremos mais 48 horas, no mínimo, para voltar a apreciar este PL, cujo relator, o deputado Thiago Correia, já deu o seu parecer favorável (PSDB)”, explica o deputado Adolfo Menezes.

Secretário estadual Walter Pinheiro destaca legado

“O ex-governador Roberto Santos nos deixa um legado importante construído ao longo de sua vida e que vai permanecer vivo em nossa memória. Além de governador, Dr. Roberto Santos foi médico, professor, cientista, ministro e deputado federal. Inclusive trabalhamos juntos na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara de Deputados, quando fui incentivado por ele a militar em prol desta importante área para o desenvolvimento do nosso estado. Perdemos um dos mais importantes atores políticos do país, mas que deu importantes contribuições ao mundo da ciência e da educação”.

Deputada federal Lídice da Mata diz que foi um gestor de vanguarda

“Hoje a Bahia perdeu um dos maiores homens públicos da sua história. O ex-governador, ex-deputado federal, ex-reitor e ex-ministro da Saúde Roberto Santos foi um gestor de vanguarda. Contribuiu para a criação do Sistema Único de Saúde, realizou obras importantíssimas que deram origem ao Polo Petroquímico de Camaçari, colaborou muito com as universidades, construiu o, ainda hoje, maior hospital do Norte/Nordeste, que leva o seu nome, e atuou em defesa da ciência. Também era dono de uma integridade e honradez pouco comparáveis. Depois de exercer diversos cargos numa extensa e vitoriosa vida pública, fundou a Academia Baiana de Ciências e teve papel destacado na Academia Baiana da Educação. Tão gigante quando o seu pai, professor Edgard Santos, Doutor Roberto era meu amigo pessoal e eu tive a honra de contar com o seu voto em diversas eleições, para diferentes cargos. Sua partida deixa uma enorme lacuna, pois sua coleção de legados é inesgotável. Meus sentimentos à minha amiga Cristiana e todos os familiares deste grande personagem da história da Bahia”.

Redação do Jornal Grande Bahia
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