Ministro do STF Roberto Barroso é apontado em conluio com procuradores da República que atuavam no Caso Lava Jato; Corrupção degenera instituições de Estado e precisa ser apurada e punida

Roberto Barroso orientava Deltan Dallagnol, diz hacker Walter Delgatti Neto que invadiu celulares de autoridades. Ministro do STF nega ter cometido conluio, mas era recorrente na defesa intransigente das arbitrariedades jurídicas cometidas por membros da força-tarefa do Caso Lava Jato, que atuava em evidente em conluio com o juiz federal encarregado dos julgamentos no 1º Grau de Curitiba.
Roberto Barroso orientava Deltan Dallagnol, diz hacker Walter Delgatti Neto que invadiu celulares de autoridades. Ministro do STF nega ter cometido conluio, mas era recorrente na defesa intransigente das arbitrariedades jurídicas cometidas por membros da força-tarefa do Caso Lava Jato, que atuava em evidente em conluio com o juiz federal encarregado dos julgamentos no 1º Grau de Curitiba.

O hacker Walter Delgatti Neto, responsável por invadir celulares de autoridades, afirmou nesta terça-feira (16/02/2021) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso era próximo do procurador da República Deltan Dallagnol, à época, chefe da força-tarefa do Caso Lava Jato em Curitiba, e chegou a orientar o trabalho do ex-coordenador em Curitiba. A declaração foi feita durante entrevista concedida ao jornalista Joaquim de Carvalho, do Brasil 247.

“[Barroso] orientava [Dallagnol], inclusive era como se fosse um conselheiro. Ele [Dallagnol] contava o que estava acontecendo e pedia opiniões. Ele perguntava o que fazer, o que pegar de jurisprudência, como convencer o juiz do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Inclusive, na época eles [os procuradores] pesquisavam muito a vida do relator dos casos do STJ, o Felix Fischer. Eles faziam uma análise de todas as decisões, do perfil, montavam uma peça encurralando e enviavam para a PGR”, afirmou Delgatti.

Ainda segundo Delgatti, Luiza Frischeisen, subprocuradora-Geral da República, contava aos integrantes do MPF no Paraná como estava o andamento dos processos da “lava jato” nas instâncias superiores. Os procuradores de Curitiba não podem atuar no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal.

“Ela conseguia o que estava acontecendo e vazava para eles. Os processos disciplinares [de Dallagnol], ela enviava antes de chegar por meio oficial”, contou. Ainda segundo o hacker, a “lava jato” em Curitiba buscava informações sobre magistrados do TRF-4, STJ e STF. O objetivo era acuar juízes, desembargadores e ministros.

“O TRF-4, eles tinham conquistado já, o difícil estava sendo o STF. O STJ também. O Fachin ajudou bastante. Aquele vazamento do ‘aha uhu, o Fachin é nosso’… Eles tinham medo de quem seria o relator [da “lava jato” no Supremo]. Com essa notícia, eles ficaram aliviados, porque sabiam que teriam o controle”, disse em referência ao fato de Fachin ter se tornado relator da “lava jato” após a morte do ministro Teori Zavascki.

CNN

É a segunda vez que Delgatti menciona a proximidade entre Barroso e Dallagnol. Em entrevista concedida à CNN em dezembro de 2020, o hacker também afirmou que o ministro auxiliava o procurador.

“O Barroso e o Deltan conversavam bastante. Inclusive, o Barroso, em conversas, auxiliava o que colocar na peça, o que falar. Um juiz auxiliando, também, o que deveria fazer o procurador”, disse na ocasião.

Consultado pela reportagem da ConJur, a assessoria do ministro negou as afirmações de Delgatti:

“O ministro Luís Roberto Barroso integra a Primeira Turma, e não a Segunda, que é a competente para julgar os processos da Operação Lava-Jato. Ele jamais orientou qualquer procurador acerca de qualquer processo relacionado à operação. A afirmação é falsa.”

Mistura do mal com atraso

O ministro Roberto Barroso se tornou a voz no STF em apoio às arbitrariedades cometidas pelo esquema de procuradores da República, chefiados pelo juiz federal no Caso Lava Jato, ao ponto de agredir verbalmente, em mais de uma oportunidade, o ministro Gilmar Mendes, quando o mesmo apontou para evidências de crime no conluio envolvendo Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e outros.

“Você é uma pessoa horrível, mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”, foi a frase proferida por Barroso contra Mendes, talvez a mesma lhe caiba neste momento em que é acusado de conluio com os membros do Ministério Público Federal (MPF), cuja finalidade foi promover atos persecutórios contra investigados pela força-tarefa.

*Com informações do site Consultor Jurídico (ConJur)e Brasil 247.

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