Falta de comunicação entre PSFs e Hospital da Mulher de Feira de Santana dificulta realização de laqueaduras, diz vereador

Emerson Minho: parece uma coisa simples para nós, mas para o pessoal de baixa renda, que não tem conhecimento, não tem estudo, isso é difícil.
Emerson Minho: parece uma coisa simples para nós, mas para o pessoal de baixa renda, que não tem conhecimento, não tem estudo, isso é difícil.

Falta comunicação entre os Postos de Saúde da Família (PSFs) e o Hospital da Mulher (Hospital Inácia Pinto dos Santos) no que diz respeito à realização de laqueaduras. A crítica foi feita por Gilberte Lucas, diretora da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, durante reunião com o vereador Emerson Minho (DC), na última sexta-feira (12/02/2021).

O vereador informou que foi à unidade hospitalar para conhecer as instalações e levar demandas da população quanto à área da saúde, em especial, discutir a realização de cirurgias de laqueadura em mulheres de baixa renda. “Foi bom conhecer a unidade e saber que lá não é só obstetrícia; tem todo um acompanhamento pós-parto e uma dinâmica de exames”.

Emerson Minho salientou que muitas mulheres precisam fazer laqueaduras, mas “dependem de políticos” para ajudar na realização do procedimento, e soube, durante a visita, que existe uma maneira “mais fácil” para conseguir agendar a cirurgia no hospital. “A mulher deve procurar um Posto de Saúde da Família (PSF), preencher um documento e, se completar todos os requisitos, a cirurgia é agendada”.

Diante da crítica sobre a falta de comunicação feita pela diretora da Fundação Hospitalar, o vereador informou, em pronunciamento nesta segunda (15), que vai dar entrada na Câmara Municipal em um projeto de lei com o objetivo de disponibilizar uma cartilha autoexplicativa sobre os direitos e deveres das gestantes de Feira de Santana.

“Parece uma coisa simples para nós, mas para o pessoal de baixa renda, que não tem conhecimento, não tem estudo, isso é difícil. As mulheres têm dois, três filhos e não sabe que tem como realizar a laqueadura pelo município. Então engravida de novo e aumenta o índice da desigualdade social, porque não tem conhecimento sobre os seus direitos”.

Para Emerson Minho, “aquele ditado que diz ‘onde come um, come dois’, nesse mundo de hoje, não existe mais”, e se colocou à disposição da população, especialmente a mais carente, para ajudar com os anseios.

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