Chefe da ONU condena detenção de Aung San Suu Kyi e líderes políticos de Mianmar

Aung San Suu Kyi, conselheira de Estado de Mianmar, foi deposta em Golpe de Estado promovido por militares.
Aung San Suu Kyi, conselheira de Estado de Mianmar, foi deposta em Golpe de Estado promovido por militares. Conselheira de Estado, presidente e outros dirigentes foram presos no domingo (31/01/2021), quando militares tomaram o poder. Secretário-geral da ONU diz que acontecimentos representam um golpe sério nas reformas democráticas do país asiático.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condena com veemência a detenção da conselheira de Estado de Mianmar, Aung San Suu Kyi, do presidente do país, U Win Myint, e de outros líderes políticos.

Segundo agências de notícias, as detenções aconteceram no domingo (31/01/2021), quando os militares tomaram o poder na véspera da sessão de abertura do novo Parlamento.

Preocupação

Em nota, o chefe da ONU expressa sua grave preocupação com a declaração de transferência de todos os poderes legislativos, executivos e judiciais para os militares.
Segundo Guterres, “esses acontecimentos representam um golpe sério nas reformas democráticas em Mianmar.”

O secretário-geral afirma que as eleições gerais, que aconteceram em 8 de novembro de 2020, fornecem “um forte mandato à Liga Nacional para a Democracia, refletindo a vontade clara do povo de Mianmar de continuar no caminho duramente conquistado da reforma democrática.”

Apelo

O chefe da ONU exorta a liderança militar a respeitar a vontade do povo de Mianmar e aderir às normas democráticas, com quaisquer diferenças a serem resolvidas através do diálogo pacífico.

Segundo ele, “todos os líderes devem agir no interesse maior da reforma democrática de Mianmar, engajando-se em um diálogo significativo, evitando a violência e respeitando plenamente os direitos humanos e as liberdades fundamentais.”

Para terminar, António Guterres reafirma o “apoio inabalável” das Nações Unidas ao povo do país, em sua busca pela democracia, paz, direitos humanos e Estado de direito.

Reações

O presidente da Assembleia Geral, Volkan Bozkir, também se juntou às vozes pedindo a libertação imediata dos líderes políticos detidos.

Em sua conta oficial no Twitter, Bozkir disse que “as tentativas de minar democracia e o Estado  de direito são inaceitáveis.” Segundo ele, “os líderes militares devem aderir às normas democráticas e respeitar as instituições públicas e a autoridade civil.”

Em nota, a alta comissária para os direitos humanos, Michelle Bachelet, realçou que a “detenção arbitrária de dezenas de líderes políticos, defensores dos direitos humanos, jornalistas, ativistas e outros.”

Segundo Bachelet, também há relatos perturbadores de jornalistas sendo assediados ou agredidos e restrições à internet  e às redes sociais, limitando o acesso à informação e a liberdade de expressão  no “momento crítico e assustador para o povo de Mianmar.”

A alta comissária alertou ainda para a presença de segurança nas ruas da capital e outras cidades, dizendo que “há medos profundos de uma repressão violenta contra vozes dissidentes.”.

*Com informações da ONU News.

Redação do Jornal Grande Bahia
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