ACM Neto de olho no comando do MEC passa a apoiar Arthur Lira para presidência da Câmara dos Deputados | Por Sérgio Jones

Ex-prefeito ACM Neto (DEM) e o extremista Jair Bolsonaro, unidos contra os interesses da Bahia, do Nordeste e do povo brasileiro.
Ex-prefeito ACM Neto (DEM) e o extremista Jair Bolsonaro, unidos contra os interesses da Bahia, do Nordeste e do povo brasileiro.

Os interesses da Nação só entram em pauta quando é para atender à vontade e os desejos, nem sempre confessáveis, dos poderosos quando conflitos existentes entres eles se materializam e ameaçam suas indignas existências.

Evidenciamos tal prática com a tomada de decisão da Executiva do DEM de desembarcar do bloco de apoio à candidatura do deputado Baleia Rossi (MDB-SP). Diante do novo quadro que surge no cenário, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ameaça aceitar um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

Ao todo, 1408 pessoas e mais de 400 organizações assinaram pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.  Foram enviados 64 documentos ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sendo 50 pedidos originais, cinco aditamentos e nove pedidos duplicados. Até o presente momento, apenas cinco pedidos foram arquivados ou desconsiderados. Os outros 59 aguardam análise.

Motivado pela promessa de Jaír Bolsonaro em entregar o comando do Ministério da Educação e Cultura (MEC), o presidente do DEM, ACM Neto, na noite de domingo (31/01/2021) resolveu apoiar Arthur Lira.

Maia que encerra o mandato à frente da Câmara nessa segunda-feira (01).  Inconformado com o ato de traição perpetrada pelo presidente de sua agremiação política foi taxativo ao afirmar que se o DEM lhe impuser a derrota poderá deixar o partido e autorizar um dos 59 pedidos de afastamento de Bolsonaro.

O que fica claro em toda essa trama e luta nos bastidores dos sórdidos poderes é que as decisões tomadas pelos políticos no País não atendam os interesses do povo, elas na maioria das vezes são tomadas visando atender os interesses deles mesmos, a nação e o povo são apenas detalhes irrelevantes.

Este é o modelo de democracia burguesa que cinicamente, eles dizem não ser perfeito, mas dentre todos os existentes, este é o melhor. Pode até ser, mas com certeza que essa melhoria não leva em consideração nem reflete, em momento algum,  os reais e legítimos anseios maiores da nação e de seu povo.

*Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com).

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Sérgio Jones, jornalista formado na Universidade Federal da Bahia (UFBA).