Senador entra com representação na PGR contra ministro Eduardo Pazuello por aplicativo TrateCov

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Senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) protocolou na PGR representação contra o ministro Eduardo Pazuello. Autor da representação, Alessandro Vieira argumenta que o aplicativo coloca em risco a vida de pacientes e a necessária autonomia profissional dos médicos do país.
Senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) protocolou na PGR representação contra o ministro Eduardo Pazuello. Autor da representação, Alessandro Vieira argumenta que o aplicativo coloca em risco a vida de pacientes e a necessária autonomia profissional dos médicos do país.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) protocolou, na quinta-feira (21/01/2021), representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) em que solicita que a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, seja investigada por possível prática de improbidade administrativa. No documento, o parlamentar expõe como fato o lançamento pelo Ministério da Saúde do aplicativo TrateCov, ferramenta que estaria orientando médicos a tratarem seus pacientes com sintomas de covid-19 com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença.

A plataforma foi lançada pelo ministério na semana passada, em Manaus, e seria usada, inicialmente, apenas por profissionais de saúde do estado. No entanto, qualquer pessoa poderia acessar, preencher o cadastro e obter as receitas. Após a repercussão, o aplicativo saiu do ar nesta quinta-feira.

Ainda na representação, Alessandro Vieira argumenta que o Conselho Federal de Medicina (CFM) manifestou preocupação com os efeitos da plataforma ao divulgar nota alertando, entre outros problemas, a falta de sigilo das informações, a indução da automedicação e a validação científica de medicamentos não reconhecidos internacionalmente para o tratamento, como a cloroquina, a hidroxicloroquina e a azitromicina.

Para o senador, a representação é necessária, uma vez que o caso em questão é flagrante. “O lançamento do aplicativo coloca em risco a vida de pacientes e a necessária autonomia profissional dos médicos do país, que devem ser livres para elegerem tratamento com embasamento científico. Em nosso sentir, esse cenário impele uma atuação iminente do Ministério Público para que a conduta do representado seja devidamente investigada”, justifica.

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