Salvador: Vandal de Verdade, Caboclo de Cobre e Idyarrury apresentam show no Asé Orin

Vandal de Verdade leva composições com letras fortes, carisma inato e maneira única de escrever suas músicas.
Vandal de Verdade leva composições com letras fortes, carisma inato e maneira única de escrever suas músicas.

As 10 lives/shows, que ocorrem até 10 de abril de 2021 são produzidas no terraço da Casa Preta Espaço de Cultura, localizado no bairro do Dois de julho, em Salvador, serão transmitidas ao vivo e online através das redes do Asé Orin – Instagram (@ase.orin) e Youtube.

Idealizado pelo Aldeia Coletivo, grupo de multiartistas e profissionais das artes que coabitam o casarão centenário de fachada preta, a mostra contará com a presença de artistas já reconhecidos da cena alternativa soteropolitana e baiana. Um dele é Vandal de Verdade, que traz composições com letras fortíssimas, carisma inato e maneira única de escrever suas composições colocando sempre um H ao final das palavras e com uma grande repetição de consoantes.

Tendo estreado no rap baiano com a mixtape TIPOLAZVEGAZH e alicerçado em sucessos como “BALLAH IH FOGOH”, o MC conseguiu aliar sua origem e seu apelo na favela a ser também um dos mais requisitados beatmakers em baladas da capital baiana. É também um grande colaborador do premiado grupo BaianaSystem, popular atualmente por boa parte do Brasil, sempre constando em seus shows.

Caboclo de Cobre abre um novo ciclo com seu projeto solo “CaBôCo-ExperiênciA”, uma plataforma de pensamentos, reunindo composições que brotaram de um longo período de estudos e imersão no universo do Caboclo e da Cabocla, personagens síntese da formação cultural do povo brasileiro. “Esse projeto é resultado de uma confluência científica, filosófica e cultural entre as comunidades ameríndias e africanas no Brasil”, pontua Caboclo de Cobre.

Da aldeia Xucurus Cariris, grupo indígena do município de Palmeiras dos Índios, no estado do Alagoas, Idyarury chega a Mostra acompanhado de seus parentes e traz uma apresentação cartográfica e política, com um acervo cultural indígena que o rodeou durante toda a sua formação. Composta de cânticos e danças indígenas, ele se utilizada dessas “tecnologias” como instrumentos de fortalecimento e salvaguarda da produção cultural de sua comunidade.

Convocatória

O Asé Orin continua com as inscrições abertas até 31 de janeiro para Chamada Pública que selecionará dois artistas indígenas brasileiros para integrarem a programação da Aquahertz: Mostra Afro-indígena de Música Soteropolitana. Os artistas indígenas podem se inscrever pelo link (clique aqui –

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd8NDX6U6QsAdMHKVcaf020e8qKjmknbuMkqzkULpxVMzzZhw/viewform). Os selecionados também ganharão uma premiação de R$ 1.200,00 e serão contemplados com seis workshops que visam formar artistas gerenciadores de carreiras.

Projeto

Além da mostra musical, o Asé Orin lança no dia 03 de fevereiro o Casulo Digital, uma série de seis workshops online – Música Experimental, Beatmaker, Produção Musical na Cena Experimental, Tecnologias na Cena, Aprenda a Divulgar Sua Música, Expressão Vocal -, transmitida pelo Youtube do projeto e que visa fomentar o desenvolvimento técnico da comunidade de artistas que potencializam a cena musical alternativa soteropolitana e que fazem parte da Mostra AfroIndígena. Com duração de 04 horas, das 16h às 20h, o primeiro workshop é o de Música Experimental com o compositor, artista musical, produtor musical e também escritor Heitor Dantas.

O projeto é a confluência da música e a ancestralidade, numa série de apresentações musicais da cena alternativa. Idealizado pelo Aldeia Coletivo, organização de produtores culturais e artistas independentes da cena baiana, Asé Orin é sinônimo escurecido e acobreado de Axé Music. “Consiste na construção de uma rede entre artistas aquilombados e aldeados em espaços de resistência, tradicionais e culturais, já que estes são os agentes sociais emergentes com notáveis produções artísticas na cena local”, realça ativista cultural, produtor, agente social e músico Caboclo de Cobre, também integrante do Aldeia.

O projeto, que segue à risca as normas de vigilância sanitária no que diz respeito à prevenção da contaminação pelo vírus Covid-19, é contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Agenda

O Quê: Asé Orin – show de Vandal de Verdade, Caboclo de cobre e Idyarury

Quando:  6 de fevereiro, às 20 horas

Onde: Transmissão Online pelos perfis do Instagram (@ase.orin) e Youtube

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