Partido Rede pede ao STF afastamento de ministro Eduardo Pazuello pela falta de oxigênio para tratamento de pacientes com Covid-19

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é responsabilizado pelo partido pela falta de oxigênio para tratamento de pacientes com Covid-19.
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é responsabilizado pelo partido pela falta de oxigênio para tratamento de pacientes com Covid-19.

A Rede Sustentabilidade pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (20/01/2021) o afastamento imediato do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em razão dos “diversos equívocos” na condução da pandemia de covid-19. Em petição feita pelo seu partido, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) destaca a situação da região Norte do país, onde o estoque de oxigênio da rede hospitalar chegou ao fim em várias cidades.

“Não há questões logísticas ou dificuldades operacionais que justifiquem essa omissão das autoridades, principalmente federais, que sabiam da iminente falta de oxigênio, mas nada fizeram”, argumenta na petição.

No mesmo documento, Randolfe pede que o tribunal determine um prazo de 24 horas para que o Poder Executivo apresente um planejamento para disponibilização de oxigênio aos estados do Norte. Para o senador, o governo deve ser compelido a especificar os estoques disponíveis no sistema de saúde nacional e revelar quais estados já fizeram pedido específico ao Ministério da Saúde. No caso de estados onde for detectada insuficiência de abastecimento de oxigênio para os próximos 30 dias, o fornecimento deve ser imediato.

“Todos os esforços devem ser centrados para que os hospitais tenham condições mínimas para garantir a sobrevivência das pessoas que lutam contra essa gravíssima doença, sob pena de assistirmos a um aprofundamento da crise sanitária”, justifica.

A petição foi endereçada ao ministro Ricardo Lewandowski, relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 754, apresentada pela Rede, que questiona a inação do governo federal na compra de vacinas contra a covid-19.

*Com informações da Agência Senado.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).