Ofensas à imprensa, R$ 15 milhões em compras de leite condensado e suspeita de superfaturamento levam MP e TCU a iniciar investigação sobre ações do Desgoverno Bolsonaro

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Os internautas fizeram vários memes com leite condensado e a figura do presidente da República.
Os internautas fizeram vários memes com leite condensado e a figura do presidente da República.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas realizou uma representação pedindo à presidente da corte, ministra Ana Arraes, para que a corte seja autorizada a apurar a “a ocorrência de supostas irregularidades nos atos da administração do governo Bolsonaro” no gasto com alimentos em 2020 — com destaque para R$ 15 milhões destinados à aquisição de leite condensado destinado a todo o Executivo. As informações são do “O Globo”.

No documento, Lucas Furtado, subprocurador-geral, diz que a despesa milionária “afronta princípio da moralidade administrativa”. Outras compras com gastos vistos como acima do normal realizadas pelas Forças Armadas são citadas na peça. O Ministério da Defesa nega qualquer compra abusiva.

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Nessa quarta-feira (27/01/2021), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demonstrou clara irritação com a repercussão negativa do episódio e ofendeu abertamente a imprensa.

O subprocurador-geral chama a atenção também para gastos com chiclete (R$2,2 milhões) e pizza e refrigerante (R$32,7 milhões).

“Se, em tempos normais, esse banquete já não fosse um absurdo, em tempos de crise e de pandemia, não sei nem como definir tamanho descaso com o povo brasileiro. Além disso, ao se analisar os preços unitários de alguns alimentos, notam-se claros indícios de pagamentos em valores acima do mercado a configurar superfaturamento nos gastos do Governo”, aponta Furtado.

De acordo com “O Globo”, o Ministério do Exército nega também que o valor unitário dos produtos tenham sido superfaturados. Num documento que aponta o valor de R$ 162 para duas caixas de leite condensado, a pata diz que cada caixa continha “27 caixinhas”.

“Dessa forma, pode-se concluir que o valor unitário de cada “caixinha”, contendo 395g, foi adquirido pelo valor de R$ 6,00, correspondendo ao preço médio de mercado do citado item”, informou o ministério.

O Ministério Público solicita que, se confirmadas as irregularidades, o Tribunal de Contas apura a responsabilidade dos envolvidos e aplica as punições cabíveis.

*Com informações do Yahoo Notícias.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).