Infecção por covid-19 garante imunidade por 5 meses, aponta estudo

Pesquisa em profissionais de saúde britânicos constatou 44 reinfecções em mais de 6 mil pessoas com anticorpos.
Pesquisa de cientistas britânicos sugere que infecção por covid-19 pode proporcionar imunidade por ao menos cinco meses em mais de 80% dos casos. Porém, mesmo os imunes ainda seriam capazes de transmitir a doença.

Pesquisa de cientistas britânicos sugere que infecção por covid-19 pode proporcionar imunidade por ao menos cinco meses em mais de 80% dos casos. Porém, mesmo os imunes ainda seriam capazes de transmitir a doença.

Pesquisadores do Reino Unido divulgaram nesta quinta-feira (14/01/2021) um estudo que afirma que pessoas que já foram infectadas pelo coronavírus estão propensas a desenvolver imunidade contra a doença por pelo menos cinco meses.

Conclusões preliminares de cientistas da agência governamental Saúde Pública da Inglaterra (PHE) demostram que as são raras reinfecções em pessoas que tiveram anticorpos contra covid-19 depois de contraírem o vírus pela primeira vez. Foram observados apenas 44 casos em mais de 6 mil pessoas que já haviam sido infectadas.

Entre 18 de junho em 24 e novembro de 2020, os cientistas detectaram 44 potenciais reinfecções – duas “prováveis” e 42 “possíveis” – entre 6.614 profissionais de saúde que testaram positivo para anticorpos. Isso representa um índice de proteção às reinfecções de 83%.

“Imunidade natural” não impede transmissão do vírus

Os especialistas, porém, alertam que as pessoas que contraíram o coronavírus nos primeiros meses de 2020 já podem estar novamente vulneráveis à doença. Eles afirma que os que possuem a chamada “imunidade natural” – adquirida após a infecção – podem ainda estar aptos a transportarem o Sars-Cov-2 em seus narizes e gargantas, o que lhes deixaria capazes de transmitir o vírus.

“Sabemos que a maioria daqueles que tiveram o vírus e desenvolveram anticorpos está protegida da infecção, mas isso não vale para todos, e não sabemos ainda a duração dessa proteção”, afirma Susan Hopkins, consultora médica sênior do PHE e colíder do estudo.

“Isso significa que mesmo se você acreditar que está protegido porque já teve a doença, pode ser altamente improvável que vá desenvolver infecções graves. Mas, há o risco de que ainda possa adquirir uma infecção e transmiti-la aos outros”, alertou.

No estudo, intitulado Siren, os pesquisadores esclareceram que as conclusões não levam em conta os anticorpos ou outras reações de imunidade resultantes das vacinas. Estes efeitos serão incluídos nas pesquisas ainda este ano.

 “Quadro mais claro até agora sobre proteção dos anticorpos”

“Esse estudo nos proporciona o quadro mais claro até agora sobre a natureza da proteção dos anticorpos contra a covid-19, mas é fundamental que as pessoas não compreendam equivocadamente essas conclusões preliminares”, observou Hopkins

Os pesquisadores continuarão a monitorar os participantes do estudo para avaliar se a imunidade natural pode durar mais tempo. Entretanto, resultados iniciais da fase seguinte da pesquisa sugerem que algumas pessoas consideradas imunes podem transportar cargas altas de coronavírus e serem capazes de transmitir a doença.

“Dessa forma, é crucial que todos continuem a seguir as regras e ficarem em casa, mesmo que já tenham sido infectadas com covid-19”, afirmam os cientistas britânicos. A pesquisa do PHE ainda não foi avaliada por cientistas de outras instituições, o que é uma etapa fundamental do processo científico.

*Com informações do DW.

Redação do Jornal Grande Bahia
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