Extremista Jair Bolsonaro não quer vacinar o povo, diz deputada Gleisi Hoffmann

Ministério da Saúde admite em nota que empresa ofereceu 70 milhões de doses do imunizante americano mas ignorou acordo por considerar cláusulas abusivas.
Ministério da Saúde admite em nota que empresa ofereceu 70 milhões de doses do imunizante americano mas ignorou acordo por considerar cláusulas abusivas.

O Ministério da Saúde divulgou nota no final de semana admitindo que o governo brasileiro foi procurado pela empresa Pfizer, que ofereceu 70 doses da vacina americana ao Brasil. Segundo a ‘CNN’, o executivo da Pfizer Abert Bourla enviou carta ao governo brasileiro no dia 12 de setembro com a oferta e pediu “celeridade” no fechamento do acordo para garantir as doses. A Saúde justificou a opção por não fazer a compra por considerar algumas cláusulas “abusivas”. O episódio confirma a total falta de compromisso de Bolsonaro em vacinar a população contra a Covid-19 e reforça as pressões pelo impeachment do presidente.

“Essa nota é pura confissão de culpa, perdemos 70 milhões de doses nessa brincadeira! Criminoso, Bolsonaro estaria no banco dos réus em qualquer lugar do mundo”, reagiu a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR).

De acordo com o Ministério da Saúde, “as doses iniciais oferecidas ao Brasil seriam mais uma conquista de marketing”. A nota diz ainda que a oferta do laboratório americano “causaria frustração em todos os brasileiros, pois teríamos, com poucas doses, que escolher, num país continental com mais de 212 milhões de habitantes, quem seriam os eleitos a receberem a vacina”.

Ainda segundo a pasta, a Pfizer/BioNTech ofereceu 2 milhões de doses no primeiro trimestre de 2021, número considerado baixo pelo governo. “Governo reconhece que rejeitou as vacinas da Pfizer”, afirmou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). “Disse que 2 milhões de doses eram insuficientes. Daria para vacinar a população inteira de Manaus”, comparou Teixeira.

Impeachment

“O genocídio é uma escolha política de Bolsonaro”, denunciou o deputado Henrique Fontana (PT-RS), que também faz a defesa urgente da abertura de um processo de impeachment contra o presidente “Ao investir em cloroquina e negar oferta de vacinas da Pfizer, o governo cometeu mais um crime contra a saúde pública. Impeachment já!”, reforçou a deputada Érica Kokay (PT-DF).

“Pelas ruas a voz rouca do povo e pelos os crimes que Bolsonaro cometeu é urgente o seu impedimento”, avalia o deputado José Guimarães (PT-CE), para quem o episódio da oferta de vacinas pela Pfizer sozinho já justifica o pedido de impeachment.

“Não basta só o impeachment, ele precisa ser condenado pelo Tribunal Penal Internacional pela gravidade de seus atos”, defendeu o deputado Zeca Dirceu (PT-PR).

 

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