Em Davos, secretário-geral da ONU ressalta papel do setor privado na recuperação da pandemia

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Secretário-geral da ONU, António Guterres, lembra que Covid-19 gerou pior crise em quase um século, expondo desigualdades e fragilidades; novo relatório mostra que economia mundial encolheu 4,3% no ano passado, mais do dobro do que durante crise financeira de 2008-2009.
Secretário-geral da ONU, António Guterres, lembra que Covid-19 gerou pior crise em quase um século, expondo desigualdades e fragilidades; novo relatório mostra que economia mundial encolheu 4,3% no ano passado, mais do dobro do que durante crise financeira de 2008-2009.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o setor privado tem um papel fundamental para ajudar a tirar os países da crise da Covid-19 e da mudança climática.

O chefe da ONU discursou no Fórum Econômico Mundial de Davos de forma virtual. O evento reúne líderes internacionais dos setores público e privado além de ativistas e celebridades.

Apelo

Guterres disse que a comunidade internacional precisa da sua cooperação “mais do que nunca, para ajudar a mudar o curso, acabar com a fragilidade, evitar a catástrofe climática e construir o futuro justo e sustentável que se precisa.”

Segundo ele, a Covid-19 gerou a pior crise econômica em quase um século, expondo desigualdades e fragilidades dos países. Para Guterres, “chegou o momento da verdade” e de colocar “o mundo nos trilhos.”

Temas

Ao falar do papel das vacinas na recuperação, ele disse que elas são bens públicos globais. Sobre as mudanças climáticas, o secretário-geral afirmou que o objetivo central deste ano é construir uma coalizão global para alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

Segundo ele, “todos os setores devem fazer a sua parte, desde aviação e agricultura até transporte, navegação e indústria. “

Relatório

Ainda nesta segunda-feira, o Departamento Econômico e Social da ONU, Desa, divulgou o relatório Situação Econômica Mundial e Perspectivas.

O documento revela que as consequências arrasadoras da pandemia serão sentidas por anos, a menos que sejam feitos investimentos em resiliência econômica, social e climática.

A economia mundial encolheu 4,3% no ano passado, mais de 2,5 vezes mais do que durante a crise financeira de 2008-2009.

Já as nações desenvolvidas tiveram uma contração maior, 5,6%, e esperam subir 4% este ano. Os países em desenvolvimento tiveram uma queda de 2,5% e devem crescer 5,6% esse ano.

Mulheres

A pandemia também lançou 131 milhões de pessoas na pobreza, muitas das quais mulheres, crianças e membros de comunidades marginalizadas.

A crise afetou desproporcionalmente mulheres e meninas, que enfrentaram riscos maiores de pobreza e violência. Elas também representam mais da metade da força de trabalho em setores que foram duramente atingidos por bloqueios, como varejo, hotelaria e turismo.

Segundo a pesquisa, US$ 12,7 trilhões em medidas de estímulo evitaram um colapso total da economia mundial, mas a grande diferença dessas medidas entre países significa que a recuperação também deve ser diferente.

Dívida

Além disso, o financiamento de pacotes de estímulo aumentou a dívida pública global em 15%, representando um fardo potencial para as gerações futuras, a menos que sejam feitos investimentos para promover o crescimento.

Em comunicado, o economista-chefe da ONU e secretário-geral assistente para Desenvolvimento, Elliot Harris, disse que “a profundidade e gravidade da crise sem precedentes prenunciam uma recuperação lenta e dolorosa.”

Segundo ele, à medida que o mundo entra em uma longa fase de recuperação, é preciso “começar a impulsionar os investimentos de longo prazo que traçam o caminho para uma recuperação mais resiliente.”

*Com informações da ONU News.

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