Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticula esquema de lavagem de dinheiro

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Polícia Civil do Rio de Janeiro atua contra práticas criminais.
Polícia Civil do Rio de Janeiro atua contra práticas criminais.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou nesta quinta-feira (18/12/2020) um esquema de lavagem de dinheiro de organizações criminosas envolvendo empresários e que lavou mais de R$ 220 milhões. A Operação Shark Attack, envolveu além da polícia do Rio, a de São Paulo, do Paraná e do Mato Grosso do Sul, e cumpriu  29 mandados de prisão de envolvidos no esquema, classificado como sofisticado. Até o fim da manhã, sete pessoas tinham sido presas.

As 29 denúncias foram apresentadas pelo Gaeco/MPRJ, sendo que uma delas indicava um grupo, ligado às facções criminosas que atuam nos quatro estados, que movimentou em suas contas valor superior a R$ 220 milhões em operações atípicas e suspeitas, entre 2014 e 2019. Os mandados de prisão preventiva contra os denunciados foram expedidos pelo Juízo da 38ª Vara Criminal da capital.

De acordo com o MPRJ, a denúncia foi baseada no inquérito policial instaurado em janeiro de 2019 pela 19ª Delegacia de Polícia. Segundo o órgão, a partir de um depósito bancário feito por um dos integrantes do esquema, as investigações indicaram a existência de uma organização criminosa destinada a branquear valores obtidos na atividade ilícita do tráfico de drogas, para ocultar e dissimular a sua origem ilegal.

O MP informou que novos integrantes do grupo criminoso foram identificados em cada uma das fases das diligências, desde as origens, locais de prática dos crimes antecedentes e os destinos dos valores conseguidos pelo tráfico. “Por conta disso, o IP [inquérito policial] foi organizado em quatro núcleos, destinados às investigações no Rio, Ribeirão Preto, Curitiba e Mato Grosso do Sul”, informou o MPRJ.

No núcleo do estado do Rio, foram identificados os depositantes do dinheiro do tráfico nas contas de pessoas jurídicas situadas em Curitiba e Ribeirão Preto.

Em outra atuação, compondo empresas de fachada ou nas suas direções informais, em outros estados da federação, as investigações identificaram os integrantes da própria organização criminosa, dividida nos polos chefia, societário e laranja, se passando por empresários ou fazendeiros bem-sucedidos.

De acordo com o MPRJ, no esquema foi identificado até um ex-prefeito do distrito de Nueva Toledo, do departamento paraguaio de Caaguazú.

Também a partir do primeiro depósito, as apurações indicaram que as contas das empresas identificadas eram utilizadas para destinar valores muito superiores às capacidades econômicas dos depositantes. Isso para o MP, deixava claro que as operações financeiras eram “em favor de terceiros, notadamente integrantes da cúpula das facções criminosas”.

Além da denúncia, o MP pediu a fixação do valor mínimo para a indenização em favor do estado do Rio de Janeiro no montante de R$ 1.165.570,00, correspondente ao total dos depósitos realizados em agências de instituições financeiras da cidade do Rio de Janeiro.

Duque de Caxias

Em outra ação, a Operação Fix, deflagrada nesta sexta-feira (18) pela Polícia Civil, foram presas 17 pessoas que atuavam no tráfico de drogas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

De acordo com a Secretaria de Polícia Civil, o trabalho de inteligência revelou que a quadrilha também vendia drogas dentro de instituições de ensino e até mesmo em creches localizadas em comunidades. O grupo também atuava no roubo de cargas e roubos em geral.

*Com informações da Agência Brasil.

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