O Dezembro Laranja e o câncer de pele | Por André Luís Lopes de Carvalho

Publicidade

Banner da Gujão: Campanha com o tema ‘Tudo fresquinho é melhor’, veiculada em 3 de junho de 2022.
Dr. André Luís Lopes de Carvalho, cirurgião oncológico.
Dr. André Luís Lopes de Carvalho, cirurgião oncológico.

A campanha Dezembro Laranja alerta para o câncer de pele, que é muito comum no Brasil, mas ainda recebe pouca atenção. O câncer de pele é o mais frequente no mundo e no Brasil. O sol é bom para a saúde (necessário na produção de vitamina D), mas, em excesso, pode provocar envelhecimento precoce, lesões nos olhos e câncer de pele.

O câncer de pele é conhecido, popularmente, como uma ferida que nunca cicatriza. O dito popular tem a sua sabedoria e muita verdade, porém o câncer de pele pode se apresentar em diversas outras formas. Pode se manifestar como uma verruga, uma ferida, uma ferruga com uma ferida no centro, um nódulo escurecido ou peroláceo (lembrnado uma pérola pelo caráter brilhante).

Existem basicamente 3 tipos de câncer de pele, um extermamente agressivo e que corresponde a aproximadamente 3 a 4% dos cânceres de pele, denominado melanoma. Os dois outros tipos são menos agressivos e conhecidos como câncer de pele não-melanoma: o carcinoma basocelular e o carcinoma epidermóide ou espinocelular. Outros tipos mais raros e agressivos são o tumor de células de Merkel e o tumor das plândulas da pele (carcinoma sebáceo eo carcinoma anexial microcístico). Estes deixaremos de fora, devido sua extrema raridade.

Como já discorrido, o melanoma é um câncer de pele bastante agressivo e raro (4% de todos de cânceres de pele), que pode-se manifestar não só na pele, mas também em mucosas, como a mucosa jugal, glande, vagina, etc. Tem grande probabilidade de metastatizar para outros órgãos através dos vasos linfáticos e do  sangue. O padrão ouro no seu tratamento é ressecção cirúrgica com margens livres e o devido tratamento da bacia linfonodal, se critérios estiverem presentes. Novas drogas têm revolucionado o tratamento do melanoma metastático, com aumento de sobrevida em um número crescente de pacientes.

O carcinoma basocelular é um tumor indolente. Raríssimas vezes emite metástases através da via sanguímea. A metástase linfonodal também é rara. Seu comportameto é de um crescimento relativamente lento. O carcinoma epidermóide ou espinocelular é outro câncer de pele não-melanoma, um pouco mais agressivo que o carcinoma basocelular, principalmente em termos locorregionais, também  pode assumir várias formas: verrugas pigmentadas ou não, úlceras e diversos outros aspectos. O resultado definitivo é evidenciado no laudo anátomo-patológivo.O Tratamento padrão ouro é cirúrgico, com ressecção radical de toda a lesão com margens de segurança livres de neoplasia (pele saudável). Não há necessidade de exploração linfonodal, visto a pouca chance de disseminação nodal destas neoplasias. A excessão é o linfonodo palpável, que levará a toda uma investigação suplementar.

A prevenção da doença é extremamente fácil. A priméira providência é evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h. Procurar lugares com sombra e utilizar método de barreira (camisas UV), chapéus, bonés, filtro protetor solar (hoje já em várias apresentações, como cremes, géis e sprays), além de realizar toda inspeção da pele e frequentar com regularidade o consultório do dermatologista. As lesões maiores ou com disseminação linfática ou metastática deverão ser encaminhadas ao cirurugião oncológico para o tratamenmto radical curativo.

Dr. André Luís Lopes de Carvalho (CRMEB nº 14.585), cirurgião oncológico.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Carlos Augusto 10032 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).