Homenagens ao maestro Luciano da Silva e a policial militar Aretuza Pereira são aprovadas pela Câmara Municipal de Feira de Santana

Medalha Princesa do Sertão será entregue pela Câmara de Feira de Santana ao maestro, Luciano da Silva Correia Leocádio.
Medalha Princesa do Sertão será entregue pela Câmara de Feira de Santana ao maestro, Luciano da Silva Correia Leocádio.

Dedicada a personalidades que tenham “relevantes trabalhos em prol do desenvolvimento educacional e cultural do município”, a Medalha Princesa do Sertão será entregue pela Câmara de Feira de Santana a um maestro. Com intensa atuação na cidade, Luciano da Silva Correia Leocádio é o coordenador do Departamento de Música da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Feira de Santana (DEMU). Graduado em Licenciatura em Música e pós-graduado em Ensino de Artes, ele receberá a condecoração por iniciativa do vereador Cadmiel Pereira (DEM), autor do Projeto de Decreto Legislativo de nº 028/2020 concedendo a honraria.

A proposição foi aprovada em discussão única, por unanimidade dos vereadores no plenário. O Poder Legislativo programará, oportunamente, sessão solene para a outorga.

PM, professora, pesquisadora, escritora: a futura comendadora Aretuza

Uma soldado da Polícia Militar com 21 anos de serviços prestados à corporação, também professora de Português, pesquisadora e escritora, receberá da Câmara de Feira de Santana, através de iniciativa do vereador Sargento Josafá Ramos (Patriota), a mais importante honraria da Casa, a Comenda Maria Quitéria. Projeto de Decreto Legislativo concedendo o reconhecimento a Aretuza Pereira dos Santos foi aprovado por unanimidade do plenário nesta terça (08).

Feirense de nascimento, ela tem formação acadêmica em Língua Vernáculas, é especialista em Gestão Educacional e mestra em Estudos de Linguagens. Ingressou na Polícia Militar no ano de 1999. Em 2012, foi acusada de incitar o movimento grevista da categoria, sendo presa por 45 dias. “Faz jus à maior honraria da Casa.  É uma militante corajosa, ostentando saia quando muitos homens de calça davam as costas à luta”, diz o vereador. Ele critica o fato de que Aretuza, há mais de duas décadas na PM, ainda esteja na patente inicial de soldado da corporação, na condição de aluna a cabo. Isto ocorre, segundo Josafá, em razão do seu envolvimento com a greve, “o que me faz lastimar muito”.

Durante o período em que esteve detenta, a PM passou por processo cirúrgico, o que lhe garantiu a conversão da prisão preventiva em domiciliar. Na ocasião, começou a desenvolver uma pesquisa que culminou na sua dissertação de mestrado intitulada “A greve da Polícia Militar da Bahia no campo do discurso: disputas pelo sentido”. Neste trabalho acadêmico, aprovado para publicação, Aretuza analisou alguns discursos que circulavam na sociedade em razão do movimento grevista na Polícia Militar da Bahia entre 1981 e 2014.

Atualmente, além de lecionar e exercer a atividade policial, ela participa de grupos de pesquisa e desenvolve estudos sobre a Polícia Militar, tendo como foco “os crimes cometidos socialmente”. Também se tornou consteladora familiar com bonecos e busca ressignificar suas dores através da escrita e da observação de si mesma em relação ao mundo. Suas obras poéticas compõem diversas antologias e coletâneas publicadas em várias editoras de respaldo do segmento.

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